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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Concurso à medida? O caso do técnico superior de Alpiarça




Recebemos de um leitor um exemplo de um concurso público de uma autarquia que parece ser feito à medida de alguém já escolhido. Aqui fica o testemunho: “Termina hoje o prazo para que arqueólogos professores possam responder ao concurso para técnico superior em Alpiarça com funções na área do inventário patrimonial e artístico. A Câmara Municipal de Alpiarça procura preencher a vaga de técnico superior (Museologia) com, pasme-se, a formação seguinte: Licenciatura em História, variante Arqueologia, ramo Educacional. Mas, procura esta autarquia um arqueólogo? Um professor? Para ministrar que disciplina? Arqueologia? No ensino regular? Procura o melhor profissional, restringindo a hipótese a que poucos concorram? Não! Alpiarça quer preencher a vaga com um museólogo mas para isso pede um histório-arqueólogo com capacidades educacionais? Não seria mais adaptado alguém com formação em História, História da Arte e Museologia para as funções definidas? Parece-nos que sim. Onde fica o arqueólogo se em nenhuma parte do edital surge a referência a arqueologia? E o professor? Terminamos com a pergunta: quem servirá este Concurso Público?”



Conhece exemplos de concursos públicos para contratação feitos à medida de determinadas pessoas? Envie os casos para madespesapublica@gmail.com

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

E assim nasce mais um campo de futebol

             Parque Desportivo do Casalinho - Alpiarça


Este é de ontem. E vem de Alpiarça, um concelho com 7.702 habitantes  (CENSOS 2011) que lançou o concurso para a construção do campo de futebol de 7 do Parque Desportivo  do Casalinho por  345 mil euros - segundo a autarquia, parece que ainda faltam os balneários de apoio, bancadaestacionamento, parque Infantil e espaços verdes envolventes (como ilustra a foto do projecto). Esta autarquia deve ter muita devoção ao futebol ou então já saldou a dívida que em 2011 a levou a aderir ao Plano de Saneamento Financeiro (PSF), obtendo um empréstimo de 6,1 milhões de euros para liquidação da dívida que ultrapassava os 13 milhões de euros. Em 2011 (acta da Assembleia Municipal de Alpiarça – Reunião Extraordinária, realizada no dia 15 de Março de 2011), o presidente da câmara reconheceu a "insustentabilidade financeira da autarquia", "uma dívida de valor demasiado elevado (13.323.000,00€) para a dimensão da autarquia", e a existência de "várias obras de grande envergadura" para as quais a Câmara não tinha fundos suficientes. Sem o empréstimo, o município ver-se-ia em desequilíbrio estrutural, "o que colocaria a Autarquia nas mãos do Estado, retirando autonomia ao Município." E é caso para dizer que a memória parece ser curta para aqueles lados do distrito de Santarém. 



N.B: O Má Despesa bem sabe que há fundos públicos comunitários metidos ao barulho - este outro aspecto será aqui tratado na devida altura.