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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Os benefícios fiscais da offshore da Madeira


 
Mais de 168  milhões de euros (2 686 625,65€ +165 366 240,84€) foi o total de benefícios fiscais concedidos em sede de IRC no ano de 2013 às empresas com domicílio fiscal no offshore da Madeira, segundo a informação publicada no Portal das Finanças. Isto no mesmo ano em que o imposto que incide sobre o rendimento das pessoas singulares, IRS, foi o principal alvo de receita fiscal do governo: em 2013 cada português pagou, em média, 5500 euros de impostos e contribuições (segundo dados do INE). Sabia que em 2013 Portugal foi o país da OCDE com a maior subida da carga fiscal, tendo em conta os impostos sobre o rendimento e as contribuições de trabalhadores e empregadores para a Segurança Social?
 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Uma proposta para mudar os benefícios fiscais dos veículos híbridos



Um leitor do Má Despesa decidiu partilhar uma mensagem que enviou aos deputados portugueses onde apresenta as contradições associadas aos benefícios fiscais dos veículos híbridos. “A tabela do Imposto sobre veículos para 2014 consagra um redução de 50% no valor do imposto na caso dos veículos híbridos, quer tenham motorização a gasolina quer a gasóleo. Logo aqui levanta-se a questão de colocar no mesmo patamar os motores a gasolina e gasóleo, sobretudo depois do mais recente relatório da OMS comprovar, depois de um longo e exaustivo estudo que o diesel tem um efeito cancerígeno, mesmo com os mais recentes filtros de partículas.
Em seguida temos a questão de serem taxados da mesma forma veículos muito diferentes em termos de preço inicial, criando uma situação que vai beneficiar veículos topo de gama. Actualmente em Portugal, segundo os dados da imprensa especializada, o veiculo híbrido mais vendido é o Mercedes-Benz E Blue TEC Hybrid, cuja versão base custa 62.102€, e paga 3.320€ de ISV, sendo que um modesto Renault Clio Dci 90 Eco2 com um custo final de 17.980€ paga de ISV 2.173€. Mas em termos de emissões de CO2 o Mercedes emite 110g/km e o Renault emite apenas 83g/km.
Logo temos uma tabela de ISV que permite obter significativos descontos em veículos de topo de gama, de marcas como a Porsche, a Lexus, a Mercedes, etc, que nem sequer são veículos menos poluentes que os normais utilitários. Penso que o objectivo inicial era fomentar a aquisição de automóveis mais ecológicos, mas tal não está a acontecer.
Na minha opinião deveria manter-se a redução de ISV para os veículos híbridos a gasolina, mas estabelecendo um tecto a partir do qual essa redução deixa de se aplicar. Tal pode ser definido pelo valor inicial do automóvel (por exemplo até 23.000€), pela cilindrada (até 1800cc) ou pela potência total (até 140cv), ou por emissões de C02(até um máximo de 85g/km).”