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quinta-feira, 27 de março de 2014

As poupanças do software livre


O Orçamento de Estado para 2014 refere que deve ser dada preferência à utilização de software livre por parte dos serviços integrados e dos serviços e fundos autónomos do Estado. Segundo o governo, apenas pode ser comprado software proprietário sempre que seja demonstrada a inexistência de alternativas em open source ou quando o custo total do uso de software livre seja superior à aquisição ou licenciamento de software proprietário. Especialistas do sector consideram que o software livre permite uma poupança na ordem dos 60 a 70 por cento face ao software “tradicional” das grandes empresas de TI, isto é, está-se a falar de uma poupança de 100 milhões de euros.
A prática, claro está, é bem diferente, a começar pelas empresas públicas. Um leitor partilhou um caso que se estará a passar na Águas de Portugal: “Uma empresa do grupo comercializa um programa informático para a qual o grupo tem resposta gratuita. No entanto, já se gastaram vários milhares de euros na alternativa e impõe-se esse programa informático às empresas do grupo. O programa gratuito é usado por uma empresa do grupo com maior sucesso do que a alternativa paga, ou seja, a empresa que não paga está melhor servida do que as outras que são obrigadas a pagar o programa alternativo. Esta situação já fez rolar cabeças o que leva a crer que há interesses muito poderosos interessados em manter a situação.”

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Compras nos hospitais



Mais um alerta de uma leitora do Má Despesa Pública enviado por e-mail:
«Os hospitais adjudicam a compra de alguns sistemas de informação para o seu melhor funcionamento interno, seria bom avaliar se estes sistemas estão a funcionar de acordo com o que foi adjudicado, se eram mesmo necessários ou se se compram programas que fazem as mesmas funções, não passando estes pela central de compras devido ao seu valor. Falo mais no âmbito do contexto administrativo e não tanto no contexto de programas ao nível médico.»
Aqui fica o desafio para a comunicação social e para as entidades públicas.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Software: Portugal não é a França



O Ministério da Administração Interna (MAI) gastou nove milhões de euros na compra, por ajuste directo, de software da Microsoft. A compra de software da Microsoft foi aprovada em Conselho de Ministros, ficando orçada em 9,3 milhões de euros. O investimento tem em vista a actualização dos computadores do MAI durante o triénio de 2012-2014.
Em declarações reproduzidas pelo Jornal de Negócios, a fonte do MAI sublinha que o investimento permitiu poupanças de 700 mil euros face a contratos similares assinados com a Microsoft no passado. Além do custo inferior, o contrato anunciado agora prevê um aumento de 1.500 licenças e uma redução de custos, que decorre da integração de seis centros de dados numa única infraestrutura. (Fonte: Exame Informática).
No entanto, o leitor João G. deixa um alerta: “Existem alternativas em open source que custam zero. O governo de um país como a França, país certamente em situação financeira mais confortável que a nossa, já há alguns anos que deu ordens que se usasse apenas software em opensource nas instituições públicas. Mas cá devemos andar a nadar em dinheiro para fazer este tipo de gastos.”