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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Matosinhos (já) paga sondagens
No final do ano passado, o Município de Matosinhos gastou mais de 30 mil euros em sondagens de opinião.
Será que o executivo municipal já só pensa em 2013?
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Caso da sondagem de Cascais chega à Sábado
A redacção da revista Sábado está
atenta ao Má Despesa, como já tínhamos referido aqui e aqui. Agora
foi o caso da sondagem de Cascais a chegar às páginas da revista.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Activismo de e-mail: Uma sondagem para a Câmara de Cascais
Por várias vezes o Má Despesa Publica
usou e apelou aos seus leitores que usassem o e-mail como forma de
protesto perante despesas públicas injustificadas e sem qualquer
utilidade para o cidadão comum. A carta dirigida à troika a propósito da Madeira ou a endereçada à presidente da Câmara de Almada sobre o caso dos relógios de ouro são disso exemplos.
A leitora Maria Helena Rodrigues deu
conhecimento ao Má Despesa do protesto que apresentou à Câmara
Municipal de Cascais a propósito do concurso para fazer um estudo de
opinião, orçado em mais de 100 mil euros e publicado em Diário da
República.
“(...) Como munícipe de Cascais,
venho manifestar a minha profunda indignação pelo vergonhoso
esbanjamento de dinheiros públicos que V. Exa se permite num tempo
de tão duros sacrifícios para milhares de portugueses do concelho
de Cascais a quem V. Exa ofende despudorada e insensivelmente nesta
absurda e abusiva despesa de perto de 120.000 euros em irrelevantes
consultas à população sobre agrados e desagrados que mais se
assemelham a sondagens de interesse pessoal ou partidário do que a
qualquer propósito autêntico de conhecer anseios e necessidades de
uma população para cujo bem estar é sua obrigação contribuir
desde logo com um ajuizado plano de aplicação dos dinheiros
públicos de que a Câmara, e não V. Exa, convém lembrar, dispõe.
A bem do município e de um mínimo de
decência na res publica, espero de V. Exa o imediato
cancelamento do referido concurso e um maior cuidado na aplicação
dos dinheiros que estão à sua guarda para uma gestão competente e
transparente em benefício dos munícipes e não, como parece
entender V. Exa, para satisfação de interesses pessoais ou
partidários”, podia ler-se na missiva.
Na resposta assinada pelo presidente da
Câmara de Cascais, o autarca informa que, apesar de o anúncio do
estudo de opinião ter sido publicado em Diário da República,
decidiu anulá-lo. “Temos, neste momento, outras prioridades de
investimento na Câmara de Cascais. Prioridades que, no entanto, não
nos desviarão de contratar serviços desta natureza sempre que se
justificar”, escreveu Carlos Carreiras.
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