segunda-feira, 21 de maio de 2018

Santiago do Cacém: Autocarro para agenda do PCP


Um leitor enviou esta fotografia com a seguinte legenda:
"Autocarro da CM de Santiago do Cacém, que transportou militantes do PCP para a homenagem a Catarina Eufémia, em Baleizão, no dia 20 de maio de 2018."
O Má Despesa foi espreitar o site do Partido Comunista Português e descobriu o programa das festas de ontem em Baleizão: "Romagem em homenagem a Catarina Eufémia no Largo do Cemitério com comício no Largo Catarina Eufémia em Baleizão, Beja. Participa e intervém Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP." O Má Despesa espreitou também o portal BASE para tentar descobrir outras eventuais despesas associadas à deslocação dos munícipes ao evento partidário mas nada apurou, até porque o município de Santiago do Cacém não publica um único contrato desde o dia 20 de Abril. 

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Queremos isto em Portugal (3): Acompanhar os deputados via app



A ideia vem do Brasil. A app Meu Deputado permite acompanhar o trabalho e as actividades parlamentares dos deputados federais e aceder a informações referentes a presenças nas sessões, despesas e votos em algumas leis. Todas as informações disponibilizadas são públicas, pelo que a app facilita o seu acesso e visualização. 

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Queremos isto em Portugal (2): Corruptos manchados sempre que aparecem num site



É mais um exemplo inspirador que nos chega do Brasil. O Cor da Corrupção consiste uma ferramenta que destaca, em qualquer site, os nomes de políticos envolvidos em problemas judiciais. 
Para tal, basta instalar um plugin no browser. A partir daí, sempre que o nome de um político condenado, processado ou investigado aparecer num site, o plugin cobre esse nome de roxo. O utilizador pode depois passar o rato por cima do nome para ficar a conhecer a ficha judicial do político em causa. 



segunda-feira, 14 de maio de 2018

Queremos isto em Portugal (1): A app dos políticos corruptos




Imagine que através de uma simples fotografia conseguia saber se um político tem ou teve problemas com a justiça. No Brasil isso é já possível. O site Reclame Aqui lançou a aplicação Detector de Corrupção. Utilizando tecnologia de reconhecimento facial com 98 por cento de precisão, o app identifica o político fotografado e releva imediatamente, no telemóvel, quais os processos de corrupção e actos ilegais ou pouco claros de âmbito administrativo que envolvem ou envolveram o político em causa. A aplicação funciona independentemente do local onde é feita a fotografia (rua, televisão, internet, vídeos, fotos, revistas ou jornais).

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Banco de Portugal: Uma tara crónica por BMWs



É impressionante. Por norma, o Banco de Portugal (BdP) todos os meses adquire carros e só no mês passado comprou três. O fornecedor não varia, pois a instituição que deixa muito a desejar no cumprimento da sua missão institucional tem uma especial queda por BMWs. Só para ter uma ideia e segundo o portal BASE, o BdP já comprou 57 carros à Caetano Baviera. Será que trituram automóveis no BdP?

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Penha de França: Uma mercearia (anti)social



"A Mercearia Social da Penha de França, na Quinta do Lavrado, oferece bens essenciais a seniores e pessoas com desafios motores que ali residem, bem como famílias da Penha de França, previamente referenciados pelos serviços de ação social. O objetivo é terem acesso a estes bens numa perspetiva condigna e integradora. O projeto vai também fornecer ferramentas em áreas como a gestão do orçamento familiar e aproveitamento de ‘desperdícios’", lê-se no site da junta. Sucede que o Má Despesa deslocou-se à dita mercearia e o que viu foi a imagem cuja foto partilhamos supra: um espaço fechado que, pelos vistos, só abriu portas para a inauguração. Aliás, para ter acesso aos bens tem de telefonar para a junta a pedir marcação de uma reunião (que só se realiza às quartas) com uma vogal da junta que depois vai decidir se a pessoa tem, ou não, direito a algo. E o Má Despesa também sabe que há fregueses que chegaram a esperar 1 a 2 meses para receber os bens alimentares solicitados. 

segunda-feira, 7 de maio de 2018

O caso do boy Valente de Lisboa (e as teias das juntas lisboetas)



João Luís Valente Pires, já conhecido por estas bandas, é vogal da junta de freguesia de Penha de França, assessor do executivo da junta de freguesia de Arroios, deputado à Assembleia Municipal de Lisboa e funcionário da Câmara Municipal de Lisboa. Convém ter presente que foi director de campanha de Margarida Martins e é marido da presidente da Assembleia de Freguesia de Arroios. Pelos vistos, um Valente (lá acha que) pode tudo e o Partido Socialista deixa. Ora vejamos com atenção.
O Má Despesa já tinha partilhado que Valente tinha sido contratado pela junta de Arroios, em meados de Dezembro de 2013 (logo a seguir às eleições autárquicas), para "prestação de serviços de consultadoria técnica e gestão de instalações ao executivo", durante 3 anos. Ou seja, durante os anos de 2014, 2015 e 2016 trabalhou para a junta de Arroios. Sucede que Valente é tão valente que conseguiu acumular essas funções com a admissão como técnico superior do município de Lisboa, para cuja categoria foi admitido em Março de 2016 (in Diário da República n.º 67/2016, Série II de 2016-04-06), na sequência da "conclusão com sucesso, do período experimental na carreira/categoria de técnico superior (Relações Internacionais e Cooperação)" - até então era "técnico profissional de desporto" do município.
Não obstante, em Dezembro de 2017, a junta de Arroios fez novo ajuste directo a Valente para "prestação de serviços de apoio à área do desporto", pelo prazo de 12 meses e o valor mensal de 1600 euros (+IVA).

NB: Valente é assessor do tesoureiro da junta de Arroios, Jorge Manuel Lavaredas Francisco  que, por sua vez, foi contratado pela câmara municipal de Lisboa  no final de 2017. Lavaredas Francisco é o coordenador da equipa do Lisboa 2021, por 3.752,50 euros (+IVA) mensais . "Lx XXI é  um programa ambicioso que prepara Lisboa para o futuro, com investimentos que rondam os 530 milhões", informa a autarquia



sexta-feira, 4 de maio de 2018

Os mupis LED da Direcção-Geral de Saúde



Nunca nos tínhamos cruzado com aquisição semelhante. A Direcção-Geral de Saúde comprou dois mupis LED “para colocação nas janelas exteriores da sala de reuniões do rés-do-chão” da própria DGS. Custaram 45.401 euros.




quarta-feira, 2 de maio de 2018

Direcção-Geral da Saúde gasta 32 mil a cuidar da imagem



A Direcção-Geral da Saúde gastou 32.160 euros na “aquisição de serviços no âmbito da uniformização da imagem institucional”. Ficamos curiosos para saber como ficou o resultado final.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

A base de dados da ERC



A Entidade Reguladora para a Comunicação Social vai pagar 9600 euros pela criação da base de dados dos operadores televisivos e radiofónicos. O ajuste directo para tão detalhada função tem um prazo de execução de 730 dias.


sexta-feira, 27 de abril de 2018

A ida a Bruxelas da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo



As comunidades intermunicipais (essa invenção pós-extinção dos governos civis) estão entre as entidades menos escrutinadas por todos (cidadãos, jornalistas e entidades competentes), apesar de terem ao seu dispor um volume considerável de recursos financeiros públicos. Sem novidade, estes ingredientes juntos no caldeirão da nossa cultura gestionária originam factos curiosos como o da viagem a Bruxelas da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Esta Comunidade conseguiu gastar 9.712,20 € (+IVA) numa "viagem de trabalho a Bruxelas" que terá durado 4 dias (segundo a única informação contratual disponibilizada). Com estes valores para uma viagem a um país da UE, o Má Despesa espera que os dirigentes da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo não se lembrem de ir ao Brasil, por exemplo. 

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Banco de Portugal, para que servem estes autocarros?



O Banco de Portugal, essa entidade sobejamente conhecida pela sua (in)eficiente supervisão do sistema bancário nacional, no passado dia 17 publicou dois ajustes directos (assinados no mesmo dia, a 26 de março) e à mesma entidade, sem qualquer menção às outras entidades supostamente consultadas (o Código dos Contratos Públicos exige consulta a tr~és entidades para valores superiores a 20 mil euros). Um ajuste no valor de 39.383,24 € (+IVA) e outro de 32.301,87 €.  O Má Despesa não conseguiu apurar o fim dos autocarros pois a informação contratual disponível não o permite (não está publicado o caderno de encargos, por exemplo). 

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Activismo e cidadania para miúdos



O Festival Política, que está a decorrer no cinema São Jorge, em Lisboa, inclui actividades para crianças e adolescentes. Aqui ficam duas propostas da programação. 


21 Abril. 15h
Chapitô projeto Mala Mágica
workshop de capoeira. capacidade 15 pessoas mediante inscrição via festivalpolitica@gmail.com 
O projecto Animação em Acção/ Mala Mágica foi concebido no contexto do trabalho artístico desenvolvido pela Equipa de Animação do Chapitô junto de jovens que cumprem medidas tutelares educativas, promovendo, através das artes, a sua inclusão social. Neste workshop os jovens serão os animadores e apresentarão o fantástico mundo da Capoeira a todos os que quiserem participar, mediante inscrição. 

22 Abril. 16h
As cores da cidade cinzenta
workshop infantil – 4 aos 8 anos
parceria Alto Comissariado para as Migrações; capacidade para 10 famílias mediante inscrição  via festivalpolitica@gmail.com
“Era uma vez uma cidade pintada de cinzento (…) tudo existia pintado da cor cinzenta…. Um dia, porém, chegou à cidade cor de cinza uma família muito diferente de todas as que ali viviam.” A partir desta história vamos reflectir, questionar e… sonhar: Somos todos iguais? O que é isso de ser “diferente”? As cidades são espaços de encontro de várias culturas: isso é bom ou é mau? O que é que a interculturalidade tem a ver com a cidadania e com os Direitos Humanos?

quarta-feira, 18 de abril de 2018

3 workshops do Festival Política




Ao longo desta semana estaremos a acompanhar o Festival Política, em Lisboa. Destacamos três workshops. A programação inclui ainda filmes, arte e actividades para crianças. A entrada é gratuita.

20 Abril. 18h
Humor como forma de combater o racismo
As redes sociais e as caixas de comentários estão a revelar-se um palco de fomento da intolerância e discurso de ódio. Cátia Domingues, a partir do seu trabalho como humorista, vai explicar como é possível desmontar o preconceito recorrendo… ao riso.

21 Abril.16h30
Como a tecnologia pode ajudar a combater a violência e a reforçar a democracia
workshop por Ana Neves. Venha descobrir ferramentas digitais que, um pouco por todo o mundo, são usadas em prol da defesa dos Direitos Humanos e da participação dos cidadãos na vida democrática.


21 Abril. 19h
A cidade invisível, conversa por António Brito Guterres

Lisboa para além dos lugares comuns e da cidade que está na moda. Que (outra) cidade (periférica) é esta que esconde outras realidades e que foi construída, ao longo dos tempos, por vagas de migrações? De que forma as políticas públicas (não) têm contribuído para combater a segregação social? Uma apresentação para conhecer a Lisboa desconhecida que fervilha humana e culturalmente.