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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Vila Pouca de Aguiar: Missa, almoço, baile, guarda-chuvas e luvas


Já ganhou o estatuto de praga. Está em causa o montante gasto pelas autarquias portuguesas nos passeios, convívios e afins destinados aos seniores locais, actividades que, na maior parte dos casos, não são mais do que um reflexo da cultura de "pão e circo" que continua a reinar por cá. Ora vejamos o caso de Vila Pouca de Aguiar, vila do distrito de Vila Real, com uma população residente de cerca de 10 mil habitantes, dos quais 20% são idosos (Fonte: Pordata). A autarquia vai realizar o III Encontro Sénior no próximo dia 8 de Outubro, tendo anunciado o evento com a devida antecedência, até porque as inscrições tinham como prazo limite o dia 29 de Setembro - ou seja, a inscrição teria de ser realizada antes das eleições, e escusado será referir que o presidente da câmara foi reeleito com maioria absoluta (PSD).
O Má Despesa descobriu que o almoço vai custar 19.500,00 € (+IVA) e que a autarquia também vai distribuir de luvas e guarda-chuvas (preço: 13.020,00 € (+IVA). Aguarda-se pela publicação das restantes despesas associadas ao evento, como a missa e a animação musical. 

NB: A avaliar pela informação constante no cartaz, o evento também é financiado por fundos comunitários. Espectáculo. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Má Despesa a dar que falar





Esta semana o Má Despesa Pública tem aparição dupla na Sábado. O post de segunda-feira relativo aos guarda-chuvas adquiridos pelo município de Loures não passou despercebido à revista semanal. O outro caso, apesar de não ter sido relatado pelo Má Despesa, assume especial relevância por estas bandas. 





Está em causa a "combinação curiosa que se verifica em Ourém: o presidente da câmara municipal, Paulo Fonseca, foi declarado insolvente - o Tribunal Constitucional recusou o seu último recurso - e, não obstante a possibilidade de perder, por isso, o mandato, tem ao seu dispor um decreto-lei que permite ao município fazer contratos pela via de ajuste directo por valores tão excepcionais quanto o próprio diploma: até 5,186 milhões de euros (ao invés dos 150.000 euros previstos na lei) no caso de empreitadas, e até 207.000 euros (no lugar dos habituais 75.000 euros) pela aquisição de bens e serviços." Segundo os tribunais, "ao presidente da Câmara de Ourém foram imputadas dívidas a nove entidades, no total de 4,64 milhões de euros. O maior credor de Paulo Fonseca é o BCP (1,3 milhões de euros). Seguem-se a Parvalorem (946.000 euros) e a Caixa Geral de Depósitos (890.000 euros)", lê-se na revista Sábado. Em bom rigor, todos os contribuintes são credores de Paulo Fonseca, via Caixa Geral de Depósitos e Parvalorem (ex- BPN). Também é assinalável o facto de algumas dívidas respeitarem a uma empresa de construção civil de Paulo Fonseca na altura em que foi governador civil de Santarém - nos tempos de José Sócrates, por sinal. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Chovem guarda-chuvas em Loures



Com a chuva que aí anda vinha mesmo a calhar. No mês passado, o município de Loures gastou 8.250,00 € (+IVA) na aquisição de guarda-chuvas. O Má Despesa não sabe quantas unidades foram adquiridas nem o seu destino pois o contrato não se encontra publicado no portal Base, ao contrário do legalmente exigível.
Se estiver em Loures não se esqueça de passar na Praça da Liberdade e ir à câmara municipal pedir um guarda-chuva. 

segunda-feira, 21 de março de 2016

Trabalhadores do Seixal ganham guarda-chuvas


A autarquia do Seixal pagou 6.715 euros pelo fornecimento de guarda-chuvas para oferta aos trabalhadores da Câmara Municipal. Dá jeito para o Inverno.