terça-feira, 29 de outubro de 2013

O que é que o professor Marcelo dirá disto?



Celorico de Basto, distrito de Braga, tem cerca de 20 mil habitantes (20.098). A biblioteca municipal Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa (foto) foi inaugurada em 2001 e conta com sala de adultos, sala infanto-juvenil, auditório e um centro documental e bibliográfico. Mas, pelos vistos, é insuficiente e na semana passada a autarquia lançou o concurso público para a sua ampliação no valor superior a 1,3 milhões de euros (1 320.000,00 €) - custo inicial, já se sabe. Parece que Celorico anda a assobiar para o lado quanto ao panorama nacional.

9 comentários:

  1. Peguem no porte d'arma, PRINCÍPIO DE AUDITORIA DE CIDADÃO À DÍVIDA, que lancei em Portugal, baseado no direito nacional e internacional, para que nós Cidadãos, possamos nos defender, efectuando um auditoria financeira ao Estado, na presença de auditores estrangeiros que pertencem a organizações internacionais que lutam pela mesma causa (anulação da divida enquadrada na ilegitimidade; responsabilizar em tribunal internacional todo aquele que as contraiu), pois esta é a melhor arma que temos e é eficaz e ainda por cima é legal.
    Assinem e divulguem para que possamos obter 36.000 assinaturas no mínimo.
    Estejam cientes que o inimigo, este poder político governativo não parará de decapitar os direitos básicos do Cidadão, seus, dos vossos filhos, familiares e amigos.
    Não tenham medo olhem para os Cidadãos de Badalona, uma cidade, que activou este mesmo instrumento que vos proponho e anulou as dívidas enquadradas na ilegitimidade.
    NÃO NECESSITA SER APROVADO POR NENHUM ÓRGÃO DO ESTADO.
    http://www.peticaopublica.com/?pi=P2013N38162
    Evelyn MCH

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  2. infelizmente, não será só Celorico... Portugal está apinhado de obras perfeitamente megalómanas, desajustadas e caríssimas... mais do que servir as populações, pergunto-me se não será antes servir empreiteiros, Câmaras, empresas "de regime"... enfim! recentemente, vi em Castelo Branco uma espécie de réplica da Casa da Música... agora, naquela cidade o desemprego grassa e aquele que existe é mal pago e muitas vezes sem quaisquer direitos. quem, por conseguinte, irá assistir e pagar os espectáculos do Centro?...

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  3. Os eleitores devem pensar que éo painatal ou a merkl que vão pagar as loucuras do esclarecido que tomou a decisão de numa epoca em que as bibliotecas , seu funcionamento e formato estão a sofrer alterações em todo o mundo e novas formas estão a provar mais eficiencia e sustentabilidade, quase que sou bruxo se acertar na previsão de que vai ser como na minha terra= em 60% do tempo a biblioteca tem mais funcionarios que clientes; paga tuga e vota na proxima ainda melhor que desta vez-não desesperes só são quatro anos a cheirar a..que fizemos com os votos.

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    1. Não são clientes mas sim utentes !

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  4. A decisão é das entidades administrativas competentes,essencialmente a CCDR,por
    se tratar-ao que soube-de verbas vindas da Europa,do Quadro Comunitário que acaba a 31 de Dezembro,e que não foram gastas e seriam perdidas dentro de dois meses.
    De todo o modo,vou apurar mais dados.
    A mim cabe-me apenas contribuir com livros e manuscritos para a Biblioteca-mais
    de 110.000 desde 2001,a um ritmo de 1.000 por cada dois ou três meses,e sem
    nunca ter descontado um cêntimo de mecenato nos impostos.
    Muito cordialmente,
    Marcelo Rebelo de Sousa

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  5. Indignam-se não sei porquê, isto é o que se passa em todas os municipios, falam dos milhões que são divididos entre autarcas/empreiteiros mas não falam dos milhares, centenas e até algumas dezenas de euros que são divididos por muitas e muitas pessoas (funcionários da câmara, funcionários das juntas de freguersia, funcionários das empresas publicas, funcionários dos ministérios, inspectores, advogados, júizes, funcionários das empresas de construção, comerciantes, oficinas de automóveis,...) que mesmo recebendo o dinheiro à custa de trabalho honesto quem os está a pagar não é assim tão honesto. De facto é dificil encontrar alguém que não receba ou tem algum familiar que recebe uns "trocos" com estes negócios. Por isso deixem-se de ilusões não é possivel acabar com a corrupção e compadrio sem olhar para nós mesmos. Mas garanto-lhes aqueles que recebem uns míseros trocos com estas negociatas se recusassem participar e acabassemos com esta máfia, com a redução de impostos, contribuições entre outros teriam muito mais dinheiro na algibeira no fim do mês.

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  6. Quem nos dera que houvesse mais investimento e mais despesa pública (ao nível dos países europeus nórdicos e da Alemanha) em equipamentos culturais como as bibliotecas (e os museus, escolas, centros de investigação científica, laboratórios, etc.), em vez de haver tantos gastos em equipamentos de que já estamos suficientemente servidos (como estádios de futebol, rotundas, estradas para nenhures, estátuas, festas, comemorações, etc.) e que não são economicamente reprodutivos nem geradores de bem-estar social ou cultural.
    Quanto à biblioteca em causa, que não conheço "in loco", sei que tem crescido exponencialmente em termos de fundos bibliográficos, pelo que não me admiro que precise de obras de ampliação.
    Quanto à despesa orçamentada, não sou capaz de avaliar da sua justeza. Nem tenho dados para me pronunciar sobre o concurso, o empreiteiro ou a empresa que vão ganhar o concurso, o procedimento concursal escolhido, etc. (que são, normalmente, a "chaga" destas escolhas públicas).
    Seria bom - tão bom... - que algumas pessoas que opinam sobre bibliotecas fossem conhecer algumas e percebessem a importância do trabalho que lá se faz (se for uma biblioteca a funcionar bem): de animação social e cultural, de divulgação científica, de promoção da literacia e da literatura, de defesa da língua, de memória histórica, de investigação científica, de convívio, de lazer...
    Aconselho a vista virtual a algumas das bibliotecas mais bonitas do mundo:
    http://flavorwire.com/240819/the-25-most-beautiful-college-libraries-in-the-world/

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  7. Quem nunca leu deveria ler o livro "A Biblioteca" de Umberto Eco, uma pequena conferência que ele proferiu perante uma plateia de bibliotecários italianos e em que fala da biblioteca ideal (aquela onde se pode namorar, levar livros para casa, relaxar num sofá, etc.). O livro não demora, talvez, mais de 15 minutos a ler; é realmente breve (só 30 páginas).
    O livro é de 2002, da Difel, e está esgotado, mas talvez possa ser encontrado numa... biblioteca!
    Ou, então, tendo em conta que não se encontra à venda, pode ser descarregado aqui:

    http://bibliotextos.files.wordpress.com/2012/03/umberto_eco_-_a_biblioteca.pdf

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  8. A maior parte dos módulos fora do edificío principal estão sem uso nenhum.E além disso o sistema informático é péssimo,e esse sim devia ser modernizado.Que se ha-de fazer?

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