terça-feira, 23 de setembro de 2014

"Os Facilitadores", o novo livro de Gustavo Sampaio


Já chegou às livrarias o novo livro de Gustavo Sampaio. O livro "Os Facilitadores" revela e sistematiza as listas de clientes das maiores sociedades de advogados, as interligações políticas e empresariais (desde o recrutamento de ex-políticos ou políticos no activo até à acumulação de cargos de administração em grandes empresas), as participações no âmbito da produção legislativa ou da actividade regulatória, entre outros elementos. E onde entram os grandes escritórios e o dinheiro de todos nós? A sinopse do livro detalha os tentáculos destes interesses. “Ajustes directos, contratos swap, PPP (nos sectores da saúde, educação, águas, resíduos, vias rodoviárias e ferroviárias, etc.), privatizações de empresas públicas, concessões e subconcessões, contratos de exploração a meio século, auto-estradas com portagens virtuais, rendas excessivas no sector energético, mais-valias decorrentes da venda de gás natural não partilhadas com os consumidores, aumentos das taxas nos aeroportos nacionais, direitos adquiridos sobre pontes e aeroportos que ainda não foram construídos, indemnizações devidas por causa de projectos adiados, ou mudanças de sede fiscal para a Holanda ou para a Zona Franca da Madeira...
Quase todos estes contratos, negócios e direitos adquiridos foram assessorados, intermediados, aconselhados, estruturados, facilitados pelas principais sociedades de advogados que operam em Portugal. As que mais facturam. Quer do lado do Estado, em representação do interesse público, quer do lado do sector privado, defendendo os interesses empresariais dos respectivos clientes. Ou em ambos os lados, muitas vezes em simultâneo, por entre indícios de conflitos de interesses”. 
Gustavo Sampaio tinha já publicado o livro "Os Privilegiados" e participou no encontro “Má Despesa Pública é Arte e Debate”, promovido no final do ano passado.  

2 comentários:

  1. Em Portugal há um grupelho de pulhas que domina isto através de um corrupto e promíscuo triângulo de interesses entre a política, o poder económico-financeiro e as lojas maçónicas. São estes "agentes triplos" que capturaram e subjugaram esta nação fazendo-nos crer através dos "media" que controlam que isto aqui é uma democracia. Por isso não se reforma o sistema político e eleitoral. Se houvesse escrutínio nominal sobre os eleitos jamais haveria mais de metade dos deputados com interesses ligados a essa oligarquia e a fazerem lóbi no Parlamento por ela. Foram esses oligarcas os únicos a enriquecer com a crise à custa do empobrecimento de todos. Os 2 livros de Gustavo Sampaio "Os Privilegiados" e agora este "Os Facilitadores" mostram quem eles são.

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  2. Qual é a atividade profisisonal de António Costa?

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