quarta-feira, 3 de junho de 2015

A "casa dos horrores" de Castelo Branco

 
 
"Nas faldas da Serra da Gardunha, na região de Castelo Branco, destaca-se um sólido e enorme casarão de muitas portas e janelas cercado por uma imensa quinta, que se designa por São Fiel. Este estabelecimento serviu ao longo da sua história educativa de "Orfanato de Órfãos" (1852), acolhendo menores órfãos, sem família e desamparados, dando-lhes uma educação elementar, (...)." O colégio, outrora particular e administrado por jesuítas, passou para as mãos do Estado em 1919, funcionando como "reformatório central", segundo informação publicada pela junta de freguesia de Louriçal do Campo, na qual se encontra localizado o colégio de S. Fiel (foto).  Segundo a rádio Cova da Beira, o presidente da junta local chama-lhe "casa de horrores" para classificar o estado de abandono a que chegou o edifício de S. Fiel. O património está ao abandono mas  a autarquia de Castelo Branco quer é estudos e na semana passada encomendou a segunda fase do estudo sobre o colégio de S. Fiel por 13.800,00 € (+ IVA). A primeira parte do estudo, encomendada há cerca de um ano, custou 15.000,00 € 8+ IVA).

3 comentários:

  1. O colégio de s. fiel (1863-1910) foi fundado e mantido por jesuítas. Teve um ensino de muito prestígio a nível nacional. Era para órfaos mas admitia outros alunos e as famílias mais ricas punham lá os filhos. Tinha observatório astronómico e laboratórios de química. O Nobel da medicina Egas Moniz fez lá o ensino liceal.
    Os alunos iam fazer exames no liceu de castelo branco e ficavam alojados no complexo de edifícios com entrada principal pela rua nova, antiga casa dos Tudela de Castilho vendida em 1815 a um particular comprada mais tarde por outro que a doou aos jesuítas.
    Em 1910 António Costa confiscou todos os bens da igreja, incluindo bens pessoais móveis dos padres. Igrejas, capelas e outro património, passaram para o Estado. Em vários casos os apaniguados apropriaram-se de bens e depois deitavam o fogo a edifícios para disfarçar as perdas. Há nítidos indícios por documentos que consultei, de que os bens da casa dos Jesuítas na cidade de Castelo Branco foram apropriados por alguém do Ministério da Justiça de Afonso Costa.
    Os Jesuítas foram sujeitos a práticas humilhantes, como rapar o cabelo e medir o crânio para arquivo criminal e depois expulsos do país. Aí nasceram os horrores desta casa, que nunca mais voltou a ser uma sombra do que tinha sido.
    A decisão da Câmara de fazer estudos antes de avançar com uma solução para aquele edifício está correcta, conheço a competência de quem está a investigar, é obra trabalhosa que exige deslocações a vários arquivos nacionais, um trabalho para mais de 2 anos, os valores que dizem até são bastante contidos.
    A casa está abandonada há cerca de 40 anos pelo que observei directamente, mas estou a falar de memória.
    Claro, se a câmara mandasse a documentação para o lixo e encomendasse umas obras à toa que deixassem escorrer comissões para alguns, ninguém aparecia agora a apelidar a casa abandonada há tanto tempo, sem que se tenha visto qualquer preocupação, como casa dos horrores, nem surgiria este pretenso escândalo com as despesas em estudos, que os ignorantes consideram sempre um desperdício.
    Este não é um caso de má despesa pública e suspeito que é assim designado por gente próxima do actual governo ou ignorantes, provaverlmente tudo junto.

    ResponderEliminar
  2. Se eu soubesse que o meu comentário ia ser sujeito à censura da aprovação não me tinha dado ao trabalho de o escrever.

    ResponderEliminar
  3. O colégio de S. Fiel (1863-1910) foi fundado e mantido por Jesuítas. Teve um ensino de muito prestígio a nível nacional. Era para órfaos mas admitia outros alunos e as famílias mais ricas punham lá os filhos. Tinha observatório astronómico e laboratórios de química. O Nobel da medicina Egas Moniz fez lá o ensino liceal.
    Os alunos iam fazer exames no liceu de castelo branco e ficavam alojados no complexo de edifícios com entrada principal pela rua nova, antiga casa dos Tudela de Castilho vendida em 1815 a um particular comprada mais tarde por outro que a doou aos jesuítas.
    Em 1910 António Costa confiscou todos os bens da igreja, incluindo bens pessoais móveis dos padres. Igrejas, capelas e outro património, passaram para o Estado. Em vários casos os apaniguados apropriaram-se de bens e depois deitavam o fogo a edifícios para disfarçar as perdas. Há nítidos indícios por documentos que consultei, de que os bens da casa dos Jesuítas na cidade de Castelo Branco foram apropriados por alguém do Ministério da Justiça de Afonso Costa.
    Os Jesuítas foram sujeitos a práticas humilhantes, como rapar o cabelo e medir o crânio para arquivo criminal e depois expulsos do país. Aí nasceram os horrores desta casa, que nunca mais voltou a ser uma sombra do que tinha sido.
    A decisão da Câmara de fazer estudos antes de avançar com uma solução para aquele edifício está correcta, conheço a competência de quem está a investigar, é obra trabalhosa que exige deslocações a vários arquivos nacionais, um trabalho para mais de 2 anos que vai ser publicado em livros, os valores que dizem até são bastante contidos.
    A casa está abandonada há cerca de 40 anos pelo que observei directamente, mas estou a falar de memória.
    Claro, se a câmara mandasse a documentação para o lixo e encomendasse umas obras de reparação à toa que deixassem escorrer comissões para alguns, ninguém aparecia agora a apelidar a casa abandonada há tanto tempo, sem que se tenha visto entretanto qualquer preocupação, como casa dos horrores, nem surgiria este pretenso escândalo com as despesas em estudos, que os ignorantes consideram sempre um desperdício.

    ResponderEliminar