quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Concurso à medida? O caso do presidente de uma junta de Portel



Recebemos por e-mail mais um exemplo de um concurso público de uma autarquia que parece ser feito à medida de alguém já escolhido. Ora vejamos este caso de Portel.

2 - Houve inúmeros concorrentes, nomeadamente o Sr. Rui Miguel Colaço Caeiro.
3- O Primeiro método de avaliação era a prova de conhecimentos. Como é do conhecimento geral, estas provas são complicadas e é sempre exigido o estudo de centenas de folhas, que muitas vezes não estão intimamente ligadas com a área do procedimento. 
4 - Vinte e um concorrentes realizaram a prova de conhecimentos (muitos deles fizeram centenas de kms para terem a oportunidade de ingressar na função pública).
5 - Três pessoas tiveram mais de 9,5. Quem tivesse menos era automaticamente excluído do procedimento. Repara-se que houve várias classificações de 1, 2, 3,4, 5 e 6 valores, uma de 8 e outra de 9.
6 – Uma pessoa teve 10 valores, outra 12,5 e o Sr. Rui Caeiro teve 17. Estes classificados passaram automaticamente à 2.ª fase.
7- A prova seguinte e final era a avaliação psicológica, que é feita por empresa externa. Todos os  três candidatos tiveram 16 valores.
8 – Fizeram o cálculo da média e o Sr. Rui foi o concorrente seleccionado.
9- Como podemos constatar (aqui), o concorrente seleccionado é também presidente de uma freguesia do concelho de Portel, do mesmo partido do sr. presidente da Câmara Municipal. "


1 comentário:

  1. Incrível, que na verdade de incrível não tem nada. Afinal de contas esta é a realidade de 99% dos concursos públicos em Portugal. Quando o concurso abre e o nº de vagas é para 1 posto de trabalho, então esse garantidamente já está ocupado, nem vale a pena o esforço. Ainda mais surreal é quando há um nº mais alargado de vagas e esses mesmos postos já estão preenchidos. E isto acontece.

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