quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Prémios Má Despesa Pública 2015

 
Aqui fica o resumo de 2015 pelos olhos dos autores do blogue Má Despesa Pública. Parabéns aos vencedores.
 
 
Personalidade do Ano: Cavaco Silva

O Presidente da República teve presença cativa no Má Despesa Pública desde a sua fundação porque nunca se dignou a publicar qualquer contrato no portal Base como manda a lei. Depois das nossas consecutivas denúncias e pedidos de esclarecimento, a Presidência da República garantiu em 2012 à TVI que a situação iria ser corrigida. Até hoje. Como se não chegasse, o Tribunal de Contas teve de vir lembrar ao mais alto cargo da nação o óbvio: esses contratos têm de ver a luz do dia.

Autarquia do Ano: Junta de Freguesia de Arroios (Lisboa)

A Junta de Freguesia de Arroios tem uma relação patológica com marketing e comunicação. Gastou mais de 100 mil euros em consultores de comunicação, instalou bandeirinhas a assinalar os limites da freguesia e criou até um canal de televisão. Cereja no topo do bolo: a presidente, Margarida Martins, recrutou funcionários da junta para figurarem nos outdoors do PS – os tais dos desempregados que afinal não o eram.

Entidade Pública do Ano: Tribunal Constitucional

Viatura para uso pessoal de todos os magistrados, cartões de abastecimento de combustível, Via Verde, compras via ajuste directo, contratos que não são publicados no portal BASE, bar/refeitório explorado por particulares, a título gratuito, ausência de qualquer Plano de Actividades ou Balanço Social. É esta a vida do Tribunal Constitucional, tal como foi exposta na auditoria do Tribunal de Contas. Mais uma situação que nos envergonha ao mais alto nível da esfera do Estado.

Obra do Ano: Centro de Interpretação da Cultura do Ananás

A sua construção foi proposta em 2006. Três anos depois o Governo Regional dos Açores apresentou o estudo prévio e a obra devia estar concluída no fim de 2011. O Centro só foi lançado em 2012, com um prazo de execução de 300 dias. A obra não foi terminada e só em 2015 é que foi lançado novo concurso para a sua conclusão. É esta a saga do Centro de Interpretação da Cultura do Ananás, em S. Miguel.~
 
Boy do Ano: Lília Ana Águas

 Lília Ana Águas, eleita deputada por Aveiro pelo CDS, conseguiu um contrato de assessoria jurídica com a autarquia de Velas (Açores), depois de o presidente da Câmara, Luís Silveira, telefonar para o Largo do Caldas a pedir um nome “adequado” à tarefa. Até o presidente da distrital do CDS de Aveiro, Jorge Pato, escreveu no Facebook uma mensagem a felicitar a escolha. Ao contrato de Lília Ana Águas, somam-se as despesas de deslocação. É um exemplo banal de que os partidos sabem tratar bem os seus.

Frase do Ano: «Eu trabalho, não sou chulo do Estado, não sou senhor deputado, não ganho cinco mil euros para chular os portugueses. Eu quero ir para lá e dizer exactamente isto: ‘Vão mas é trabalhar”» 
A frase é de Gonçalo da Câmara Pereira, enquanto candidato do PPM à Assembleia da República nas legislativas de 4 de Outubro. Esta é a mesma pessoa que, enquanto deputado à Assembleia Municipal de Lisboa, contratou a própria filha para assessora.

Prenda do Ano: Samsung Galaxy Tab 3

A Câmara Municipal de Almada ofereceu aos filhos dos funcionários tablets Samsung Galaxy Tab 3. Esta é a mesma autarquia que entrega relógios de ouro aos funcionários que cumprem 25 anos de casa. São verdadeiros luxos capitalistas.

Mistério do Ano: Marinha Portuguesa

 Pelo menos desde 2008, altura em que foi criado o portal dos contratos públicos-BASE, a Marinha todos os meses faz compras a uma empresa de nome Proskipper, Lda. Os ajustes directos vão desde a aquisição de motas de água, material de fardamento, e até contemplam a "formação para manutenção de equipamento de mergulho". Desde que há registo no portal BASE, a empresa já vendeu bens e serviços à Marinha, por ajuste directo, no valor global superior a 2,2 milhões de euros.

Portugal No Seu Melhor: Fundação Casa de Trabalho dr. Oliveira Salazar

A Revolução dos Cravos foi no longínquo ano de 1974 mas nem por isso a instituição teve a dignidade de mudar de nome. A Fundação Casa de Trabalho dr. Oliveira Salazar – Patronato de Santo António foi criada em 1940 e, além de apoiar crianças e jovens carenciados, é dona de uma gráfica, de um posto de abastecimento de combustíveis e de uma cozinha industrial. Curiosamente, a maior fatia das despesas publicadas no portal Base é relativa a serviços gráficos. Salazar continua, impávido e sereno, no meio de nós, com a conivência de todos.

Zombie do Ano: Parque Expo

Além de fazer história no bolso dos contribuintes, a Parque Expo é um marco do Má Despesa, sendo a sua história detalhada no livro “Má Despesa Pública”. A extinção da empresa pública foi anunciada em 2011, pela então ministra Assunção Cristas. O Governo que proclamou a sua extinção já se foi mas a Parque Expo cá continua a fazer despesa.

Viagem do Ano: Famalicão em Fátima

O "passeio convívio sénior a Fátima" do município de Vila Nova de Famalicão deste ano custou caro aos contribuintes. Além de ter gasto mais de 120 mil euros em aluguer de autocarros, a autarquia ainda comprou 10 mil embalagens de doces tradicionais para dar no âmbito do passeio religioso. Haja fé.

Festa do Ano: A inauguração dos parques da Trofa

Os Parques de Nossa Senhora das Dores e Doutor Lima Carneiro, localizados no centro da Trofa, foram inaugurados no passado mês de Novembro, oito anos depois do início das obras. A empreitada custou (mais de) 10 milhões de euros, teve comparticipação de fundos comunitários, e o município vai ter de suportar os custos dos atrasos que a obra sofreu. Para engrossar a factura, a autarquia decidiu fazer uma festa de inauguração de arromba, tendo gasto mais de 100 mil euros só nos serviços de organização dos espetáculos e na publicidade da festa, a qualcontemplou um concerto do Mickael Carreira. A Trofa não brinca com as inaugurações.

Tacho do Ano. A avença de Carlos César na RTP

Em Junho, o país ficou a saber que, na qualidade de comentador do programa Três Pontos, da RTP Informação, Carlos César auferia mensalmente 6 mil euros (mais viagens). O Má Despesa enviou e-mail ao actual líder parlamentar do Partido Socialista a pedir a devolução do dinheiro aos cofres da endividada estação pública. A prressão do Má Despesa foi até referida no Correio da Manhã, por Eduardo Cintra Torres. Carlos César nunca respondeu ao Má Despesa mas o presidente da RTP veio logo a terreiro garantir que a estação pública iria deixar de pagar aos políticos para serem comentadores nos seus canais. Mais um caso em que a denúncia de despesismo público teve o seu efeito.

Bom Exemplo do Ano: Câmara Municipal de Valongo

O município de Valongo assume o reforço da cidadania e da participação da população como prioridades do seu mandato e não se fica pelas palavras - em contraste com a realidade que reina no nosso país quando se fala de transparência. Por exemplo, em Junho, a autarquia inaugurou a iniciativa "Semana da Prestação de Contas", durante a qual realizou sessões públicas nas freguesias do concelho para informar e esclarecer a população relativamente à gestão financeira municipal. A iniciativa inseriu-se no "Projecto Comunidade + Esclarecida, Comunidade + Participativa", que integra várias acções como as Festas da Liberdade, o Orçamento Participativo Jovem, a Semana Europeia da Democracia Local ( SEDL), o Boletim Municipal (que destina um espaço à oposição local) e as fichas da transparência publicadas no site do Município e acessíveis através da ligação “Saiba quanto custou”. Aliás, estas fichas de transparência merecem ser consultadas por todos, inclusive pelos restantes autarcas do país, pois através da sua leitura podemos saber detalhadamente quanto custam as obras e os eventos levados a cabo pelo município. Valongo não figura em primeiro lugar nos últimos dados do ITM (Índice de Transparência Municipal- TIAC), mas apresentou-se como a autarquia mais transparente da área metropolitana do Porto e subiu 110 lugares relativamente ao ranking do ano passado (saltou do 123.º lugar para o 13.º). O executivo de Valongo mostra que quer governar com os cidadãos e isso tem um nome: cumprir a democracia.



quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Banco de Portugal, acordas em 2016?



Há quem escreva cartas ao Pai Natal e o Má Despesa anda há mais de quatro anos a escrever sobre o Banco de Portugal. Desde então os portugueses já herdaram BPP, BPN, BES e Banif  O Má Despesa tem vários desejos para 2016, entre os quais ver o Banco de Portugal a cumprir a sua missão de supervisão do sistema financeiro nacional e a Justiça a responsabilizar quem de direito. Pede-se o básico quando ele falta. 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Parque Expo, quando emigras?



A Parque Expo é um bom (mau) exemplo de uma empresa pública -a todos os níveis. Além de fazer história no bolso dos contribuintes, é um marco deste blogue, inclusive do primeiro livro ao qual este deu origem. A extinção daquela empresa pública foi anunciada em 2011, pela então ministra Assunção Cristas. O Governo que anunciou a sua extinção já se foi mas a Parque Expo cá continua. O último ajuste directo publicado foi para serviços de mudanças pelo valor de 20 mil euros (mais IVA). O Má Despesa espera que a empresa pública vá para longe- e que não volte. 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

2015: O ano da morte do processo judicial dos submarinos



Em Dezembro do ano passado o Ministério Público proferiu despacho de arquivamento (DA) do processo dos submarinos, mais propriamente sobre os contornos- e conteúdo- do concurso de aquisição de dois submarinos, bem como do respectivo contrato de aquisição entre o Estado português e o German Submarine Consortium (GSC). Segundo os Procuradores do Ministério Público responsáveis pelo processo "(...) não foi possível obter a comprovação da prática de factos que integrem a previsão dos crimes de corrupção, de prevaricação de titular de cargo político ou de fraude fiscal", lê-se no DA. Em Janeiro de 2015, a eurodeputada Ana Gomes apresentou um requerimento de abertura de instrução do processo, o qual foi indeferido em Março, facto que acarretou o enterro judicial do polémico e muito duvidoso negócio de compra dos submarinos Tridente e Arpão. A Justiça falhou mas a memória do Má Despesa não lhe quer seguir o exemplo e, por isso, aqui se deixa, mais uma vez, a reportagem de António Cascais, jornalista radicado na Alemanha, para a Televisão Pública Alemã, intitulada "Corrupção - A alma do negócio?" (aqui). A morte decretada do processo terá aliviado alguns dos intervenientes-directos e indirectos- no negócio, ao contrário do efeito que persiste no magro bolso dos contribuintes.

N.B: Em Fevereiro de 2014 o Tribunal Criminal de Lisboa já tinha absolvido os dez arguidos do processo das contrapartidas dos submarinos. Estavam em causa os crimes de burla e falsificação de documentos. 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

O Banco de Portugal até à MEO compra carros!



Os nossos leitores há anos que sabem que o Banco de Portugal é uma máquina a comprar automóveis de passageiros- se fosse assim a cumprir a sua missão de supervisão do sistema financeiro nacional os portugueses seriam menos pobres. Desta vez, no passado dia 19, publicou um ajuste directo no valor de 32.755,52 €(+IVA) para aquisição de um automóvel à MEO – Serviços de Comunicações e Multimédia, S.A.


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

As luxuosas reuniões da ANACOM



A ANACOM é bem conhecida por estas bandas. Os motivos são vários e um deles é o inesquecível obscuro serviço da TDT.  Desta vez o Má Despesa concluiu também que as "reuniões de quadros da ANACOM" são um fardo para o bolso dos contribuintes. No mês passado realizou-se a 3.ª reunião de quadros daquela entidade pública e só o respectivo catering custou 8.490,90 € (+IVA). As refeições da reunião do ano passado custaram 8.939,70 €(+IVA) O prestador de serviços escolhido para ambas foi o luxuoso Hotel Palácio do Estoril. A ANACOM (acha que) pode.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Valongo não tem medo dos cidadãos!


Informação é poder e o município de Valongo é um caso raro de informação prestada aos cidadãos. O executivo local assume o reforço da cidadania e da participação da população como prioridades do seu mandato e não se fica pelas palavras - em contraste com a realidade que reina no nosso país quando se fala de transparência. Por exemplo, em Junho, a autarquia inaugurou a iniciativa "Semana da Prestação de Contas", durante a qual realizou sessões públicas nas freguesias do concelho para informar e esclarecer a população relativamente à gestão financeira municipal. A iniciativa inseriu-se no "Projecto Comunidade + Esclarecida, Comunidade + Participativa", que integra várias acções como as Festas da Liberdade, o Orçamento Participativo Jovem, a Semana Europeia da Democracia Local ( SEDL), o Boletim Municipal (que destina um espaço à oposição local) e as fichas da transparência publicadas no site do Município e acessíveis através da ligação “Saiba quanto custou”. Aliás, estas fichas de transparência merecem ser consultadas por todos, inclusive pelos restantes autarcas do país, pois através da sua leitura podemos saber detalhadamente quanto custam as obras e os eventos levados a cabo pelo município. Valongo não figura em primeiro lugar nos últimos dados do ITM (Índice de Transparência Municipal- TIAC), mas apresentou-se como a autarquia mais transparente da área metropolitana do Porto e subiu 110 lugares relativamente ao ranking do ano passado (subiu do 123.º lugar para o 13.º). Um ranking nunca traduz tudo e Valongo é disso exemplo no que diz respeito à prestação de contas. Este município nortenho mostra que quer governar com os cidadãos e isso tem um nome: cumprir a democracia.




quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

GNR: O pai Natal continua um mãos-largas



O Má Despesa anda, desde 2012, atento ao "Pai Natal" dos Serviços Sociais da Guarda Nacional Republicana (SSGNR). Lá para os lados da GNR é tradição lançar um concurso público para "aquisição de prendas de Natal para os filhos dos beneficiários dos SSGNR". O fundamento de tal despesa transcende o nosso alcance, quer sob o ponto de vista legal, quer atendendo à situação económico-financeira do país/Estado português. Contudo, a tradição continua a ser o que era e ontem foi publicado o contrato relativo às prendinhas deste ano. Preço: 82.081,72 € (+IVA)

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Vila Real de Santo António: Os cabazes são só para os funcionários?


As entidades públicas continuam a acreditar que é correcto e sensato oferecer prendas e prendinhas com o dinheiro de todos, independentemente das carências sócio-económicas de quem as recebe. Ora vejamos mais um exemplo. A câmara municipal de Vila Real de Santo António já comprou os cabazes para oferecer aos seus funcionários. Preço: 17.532,67 € (+IVA). O Má Despesa espera que o município algarvio tenha tido a mesma atenção para todas as famílias carenciadas do concelho. 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

MDP TV: ASAE de boys


Portugal tem um problema quanto ao modelo de gestão das organizações e as instituições públicas reflectem isso de forma ostensiva. Ora vejamos o exemplo relatado pelo programa Sexta às 9, da RTP1 (aqui). A reportagem traduz um dos vício da governação: o clientelismo. O nome é claro quanto ao conteúdo, "Os lobbies que minam a ASAE: como o PSD colocou boys e delapidou uma polícia criminal". No episódio pode ver também o caso que envolve a contaminação de seis pessoas com o vírus da hepatite C. O erro foi cometido por uma clínica privada mas é o Estado que paga a indemnização pelos danos causados. 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

A sua autarquia é transparente? Consulte este ranking


O Índice de Transparência Municipal 2015 foi divulgado esta quinta-feira. Fique a par de algumas conclusões e consulte aqui o ranking nacional. O Índice avalia a informação disponibilizada online pelas 308 câmaras municipais do país, de acordo com 76 indicadores. O índice, criado em 2013, não mede elementos como a acessibilidade, a qualidade e a facilidade de leitura. 

Os dez melhores: Alfândega da Fé (score de 94,23), Arcos de Valdevez (score de 89,84), Carregal do Sal (88,87), Vizela (score 87,50), Vila Nova de Cerveira (86,26), Torres Novas (85,03), Marinha Grande (84,89), Vila Pouca de Aguiar (83,65), Pombal (83,38) e Vila do Bispo (81,32).

Os dez piores: São Roque do Pico (score 0,82), Calheta (2,34), Corvo (7,56), Vila Flor (7,97), Crato (8,79), Monção (9,62), Ponta do Sol (14,15), Idanha-a-Nova (15,38), Fornos de Algodres (17,31) e Tabuaço (17,58).

Municípios mais populosos deixam muito a desejar: Cascais em 85.º (53,98), Porto em 98.º (50,28), Lisboa em 127.º (44,78), Vila Nova de Gaia em 179.º (37,91) e Loures em 185.º (37,50).

Dois elogios: Sintra passou do 197.º lugar em 2014, para o 28.º este ano. Vila Nova de Cerveira subiu da 287.ª posição para o top 10.

Médias: Em média os município obtêm 44,3 pontos. No item “transparência na contratação pública” ficam pelos 22,91, mas em “transparência económico-financeira” sobem até 79,43.


Fontes: MDP, DN e Público

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Os casacos polares de Boticas


Boticas, concelho transmontano com 5 750 habitantes, decidiu organizar um almoço de Natal para os idosos do concelho. O repasto terá o custo de 13.156 euros. O mais curioso é que, possivelmente a contar com as baixas temperaturas da região, vão ser oferecidos casacos polares aos participantes. Custo? 21.964 euros.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Os Prémios Má Despesa Pública 2015 estão quase a ser revelados



Todos os anos o Má Despesa, no fim de Dezembro, revela os campeões (personalidades e instituições) do desperdício e opacidade na gestão dos dinheiros públicos. 2015 não será excepção. Aguardamos os seus contributos e sugestões via madespesapublica@gmail.com.


Relembramos os protagonistas dos anos anteriores. 

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Má Despesa Pública no Congresso Nacional da Contratação Pública Electrónica


Qual a imagem do Estado como comprador? Como tem evoluído a transparência dos negócios públicos? Como combater a corrupção e promover a participação dos cidadãos? São estes os pontos de partida da mesa redonda sobre A Visão dos Media sobre o Estado e a Contratação Pública, que vai decorrer esta quarta-feira, 9 de Dezembro, em Lisboa, no âmbito do 9º Congresso Nacional da Contratação Pública Electrónica. O debate será moderado pelo jornalista Paulo Ferreira e terá a participação dos jornalistas Helena Garrido (Jornal de Negócios), Bruno Faria Lopes (Diário Económico), Rui Oliveira Marques (Má Despesa Pública) e Luís Valadares Tavares (ex-jornal Encontro). Encontra aqui o programa detalhado. O congresso decorre no Dia Internacional Contra a Corrupção. 





segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Este Pai Natal custa 40 mil euros


A saga das despesas de Natal continua. A instalação de um Pai Natal gigante durante o período natalício em Águeda tem um custo de 40 mil euros. É a primeira vez que nos cruzamos com a existência de um “Pai Natal gigante” pago com dinheiros públicos. 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Vem aí o ITM 2015 e um livro sobre reforma do poder local


Como os nossos leitores já sabem, o Índice de Transparência Municipal (ITM), elaborado pela TIAC, Transparência e Integridade, Associação Cívica, mede o grau de transparência dos Municípios com base na informação que as câmaras municipais disponibilizam nos websites sobre a sua composição, funcionamento e gestão (o ITM não mede a transparência dos procedimentos das autarquias como concursos, licenciamento de obras, entre outros). O ITM 2015 vai ser apresentado no próximo dia 10 de Dezembro, às 10h, no  Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa-ICS (Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9 - Campo Grande) e a entrada é livre. No mesmo dia é publicado o livro "A Reforma do Poder Local em Debate", em parceria com o ICS, que apresenta um diagnóstico dos problemas e riscos do Poder Local e um conjunto de recomendações de reforma do sector. Este livro conta com o contributo (artigo) da co-autora do Má Despesa. 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O Natal é um circo para os Serviços Sociais da Administração Pública



Os Serviços Sociais da Administração Pública - SSAP gastaram quase 21 mil euros (13.136,89 € 7.526,55 €), fora IVA, em "aquisição de espetáculos de circo de Natal destinados a filhos ou equiparados de beneficiários dos SSAP". O Má Despesa considera dispensável qualquer comentário adicional. 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Grândola, vai haver almoçarada!



A câmara municipal de Grândola (CMG) tem as suas tradições e o Natal não as dispensa. No próximo dia 19 de Dezembro vai haver repasto natalício, com o nome concreto de "convívio tradicional de trabalhadores da CMG". Preço: 8 mil euros (+IVA). Já sabe, caso esteja por Grândola não perca essa tradição que também é paga por si.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A Direção-Geral do Tesouro e Finanças também ignora os princípios da lei?

Voltamos ao mesmo, mais propriamente ao Código dos Contratos Públicos (CCP) na parte que estabelece como limite máximo o valor de 75 mil euros para qualquer ajuste directo de aquisição de serviços (al. a) do n.º1 do art. 20.º). Contudo, o mesmo Código prevê um rol de excepções que permite às entidades públicas fazerem ajustes directos cujo valor excede aquele limite. Ora vejamos um exemplo. A Direção-Geral do Tesouro e Finanças celebrou, no passado dia 5 de Outubro, um ajuste directo para serviços de consultoria financeira pelo valor de 110.700,00 € (+IVA), durante 3 anos. Aquela Direcção-Geral lá arranjou maneira de contratar alguém e pagar-lhe bem.