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sexta-feira, 27 de julho de 2018

O que se passa com a CP?



No dia 13 de Julho demos o alerta. Há três meses que a CP não publicava qualquer contrato no portal Base. No dia 20 a CP decidiu sair da letargia, tendo desde então publicado sete contratos.

O mais recente diz respeito a um concurso público relativo ao “fornecimento e instalação de aparelhos de aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC)”. No entanto, no Base não constam as empresas que participaram neste concurso. Como se não chegasse, o contrato com a empresa vencedora foi celebrado a 28 de Julho de 2017 e só agora, um ano depois, é que chega ao Base.



sexta-feira, 13 de julho de 2018

Há três meses que a CP não publica no Base




Parece que para os lados da CP se esqueceram da obrigatoriedade de publicar os contratos no portal Base. Há três meses que não se sabe nada sobre as despesas mais recentes da empresa pública.
A última vez que o Má Despesa lançou um alerta deste género esteve relacionado com a junta de freguesia da Estrela (Lisboa). Em Julho de 2017 alertámos os nossos seguidores. O resultado, já em 2018, foi este.







terça-feira, 2 de julho de 2013

Um país à beira da loucura

Os gastos disparatados e os atentados à boa gestão dos dinheiros públicos continuam. Aqui fica um apanhado do que saiu na imprensa nos últimos dias. Parece impossível, mas Portugal em 2013 é isto mesmo.
  1. Trinta oliveiras em Abrantes custaram 60 mil euros. Esta autarquia PS adquiriu as árvores por ajuste direto a uma empresa da família do presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Paulo Catarino (PS).
  2. Uma ligação de comboio Porto-Vigo directa decidida por políticos e sem qualquer fundamentação económica ou que atenda às necessidades das populações. Meio caminho andado para andar às moscas e depois suspender esta ligação internacional. 
  3. A Lusoponte foi considerada “um dos piores exemplos de concessões com portagem real que acarretam encargos para o Estado". Consta de um relatório elaborado por uma comissão parlamentar. Foi divulgado há quase duas semanas. Caiu no esquecimento.
  4. Tudo bons amigos. A Câmara Municipal de Odivelas está a ser investigada por ter celebrado contratos de ajuste directo no valor de cerca de 250 mil euros com escritórios de advogados cujos sócios eram ex-vereadores, deputados municipais ou funcionários da autarquia.
  5. Portimão é a nova Madeira. Todos os dias de descobre um buraco. Apenas um exemplo. A Portimão Urbis, empresa municipal da câmara com maior endividamento per capitado país, gastou 2,46 milhões a modernizar o estádio de futebol do Portimonense. Todos os contratos, adjudicados entre Agosto de 2010 e Outubro de 2011, foram celebrados sem qualquer concurso público.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Pins de ouro da CP



A 18 de Junho o Má Despesa revelava que a CP tinha comprado 5 mil euros de pins de ouro e prata. A revista Sábado, que é seguidora atenta deste blogue, questionou a empresa pública sobre este luxo. Aparentemente, os pins destinam-se a trabalhadores que cumprem os 24 e os 40 anos de casa, segundo se escreve na edição desta semana.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

CP compra pins de ouro e de prata

A CP deu este mês cinco mil euros por pins de ouro e de prata. A obsessão dos serviços públicos por metais preciosos não é de hoje. A Câmara de Almada, por exemplo, prefere relógios de ouro.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

CP: Apita o comboio, lá vai a gastar


Lembra-se de o Má Despesa ter alertado que a CP tinha acabado de desembolsar 148 mil euros pelo fornecimento de conteúdos de cultura e lazer para o site cp.pt e cpkids.cp.pt?  E que o site para crianças tinha custado mais de 120 mil euros? Pois bem, a revista Sábado aproveitou estes números e fez as contas às despesas questionáveis da CP sobre os conteúdos online, promoção e festivais. Uma novidade: a publicidade da CP nos festivais de Verão vai custar 75 mil euros.

terça-feira, 27 de março de 2012

Tantos conteúdos de lazer na CP que até cansam



O site da CP deveria servir para informar os utentes dos horários, preços, greves, promoções e iniciativas especiais. Além disso, deveria ter versões em inglês, francês, espanhol e alemão, como factor de atracção dos turistas. No mundo real das empresas públicas as coisas não são assim. O site da CP, por exemplo, só tem uma versão em inglês. Depois, a CP acaba de desembolsar 148 mil euros pelo fornecimento de conteúdos de cultura e lazer para o site cp.pt e cpkids.cp.pt. Sim, a CP tem um site para crianças que custou mais de 120 mil euros (ver aqui e aqui).

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A superioridade moral dos trabalhadores da CP, Metro, Carris, Refer, STCP e Transtejo

CP, Metro, Carris ou Transtejo. Segundo os acordos de empresa em vigor, tanto na CP, Metro, Carris ou Transtejo, são pagos prémios por cada dia de trabalho concluído – além do salário –, ou mesmo subsídios de 230 euros mensais caso o trabalhador não falte nenhum dia num mês. Valores que acrescem ao salário e acabam a contar para subsídios de Natal e férias.
Carris e Metro. Os trabalhadores têm direito a 30 dias de descanso anual. No caso do Metro de Lisboa, é preciso cumprir requisitos: se faltar só uma vez no ano anterior e gozar férias fora da época alta, tem então 30 dias.
Carris, Metro de Lisboa e STCP. Pagam complementos de reforma aos seus ex-trabalhadores, de forma a que a pensão seja igual à do último salário recebido no activo. Há reformados que apesar de terem pensões acima de quatro e cinco mil euros mensais, continuam a receber complementos de reforma pagos pelas empresas, segundo apurou o i.
Na generalidade das empresas de transporte os empregados e reformados, além das respectivas famílias podem viajar gratuitamente. Por famílias entende-se não só cônjuges, como os pais, filhos, enteados e mesmo eventuais irmãs solteiras que os trabalhadores tenham. Só a Refer, onde os trabalhadores que transitaram da CP têm direito a este benefício, gasta perto de 4 milhões de euros por ano em viagens que os seus colaboradores usufruem gratuitamente. (Fonte: i)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Inúmeras más despesas públicas na CP


A CP anunciou ontem que vai suprimir a ligação Porto-Vigo, cuja ligação férrea entre as duas cidades remonta a 1913. Alega que esta ligação representa um prejuízo de 232 mil euros ao ano. O percurso completo, segundo a CP, era feito por uma média de 11 passageiros pagantes por comboio.
A viagem, do lado espanhol, não tinha revisor a bordo. Bastariam 26 passageiros para que a linha fosse rentável.
Perante esta opção de gestão por parte da administração da CP, vale a pena relembrar alguns casos de manifesta má gestão do dinheiro público, relativamente aos quais a CP não manifesta vontade de atacar com a mesma rapidez:

I. Em 2009, foram aumentados os vencimentos dos gestores da CP. O presidente passou a ganhar 7.225 euros (mais 52%) e os vogais passaram para 6.791 euros (quase 60%). Fonte: Público

II. Os mesmos gestores (cinco) têm automóveis cuja renda anual ascende aos 55 mil euros. Fonte: Sol

III. Sobre a retribuição base dos trabalhadores da CP incidem 195 itens que permitem aumentar consideravelmente o seu valor.
 
IV. Todos os trabalhadores da CP têm um vencimento acima da média nacional. Por exemplo, um revisor pode ter um vencimento anual acima dos 30 mil euros e só pelo simples facto de cumprir a sua obrigação de apresentação ao trabalho arrecada 6 euros/dia; um inspector-chefe de tracção recebe 52,3 mil euros e há maquinistas com ordenados superiores a 40 mil euros.  

V.  Só em prémios de condução e de chefia, anualmente, a CP gasta, respectivamente, 2,4 milhões de euros e 3,3 milhões de euros. Fonte: Sol

Como se constata, a CP mostra preferir prejudicar o interesse das populações e o serviço de transporte ferroviário de passageiros, ao invés de acabar com os privilégios injustificáveis e ruinosos para as contas desta tão endividada empresa pública de transportes (com uma dívida acumulada de 3300 milhões de euros, o que corresponde a “10 ou 11 vezes a receita anual” da empresa. Fonte: RTP

terça-feira, 26 de abril de 2011

Salários milionários na CP

De acordo com a folha salarial da CP a que o SOL teve acesso, um inspector-chefe de tracção recebe 52,3 mil euros, há maquinistas com salários superiores a 40 mil euros e operadores de revisão e venda com remunerações que ultrapassam os 30 mil euros por ano. (Fonte: Sol)