Mostrar mensagens com a etiqueta fogos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta fogos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Uma Protecção Civil suspeita



Já depois da demissão de Rui Esteves, ex-comandante da Protecção Civil, que exercia o cargo ilegalmente e que obteve uma licenciatura com 95% de equivalências, o programa Sexta às 9, da RTP, denunciou que mais de metade dos comandantes da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) tem licenciaturas suspeitas (pode ver a reportagem emitida em 29 de Setembro aqui). São 40 casos de licenciaturas suspeitas entre os dirigentes daquela Autoridade cuja competência operacional deixa muito a desejar - e não era necessário conhecer o relatório sobre os incêndios de Pedrogão
A Inspecção-geral de Educação está a investigar o caso. Aguardamos pelas conclusões- e respectivas consequências. 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Como seria Portugal se os políticos ouvissem quem sabe?

Imagem publicada, em Junho, no facebook de Gonçalo Ribeiro Telles
Estamos de luto, tal como vós. Hoje só trazemos um pedido, o qual é dirigido aos políticos de todos os partidos e demais responsáveis pela gestão da coisa pública: oiçam, por favor, oiçam quem sabe, já que vocês, com as devidas excepções, se têm mostrado notoriamente incompetentes para os cargos que vão ocupando. Está em causa o tema dos incêndios mas o apelo é transversal a todas as áreas, infelizmente, e tem décadas.
Seleccionámos alguns textos publicados ao longo nos últimos tempos na imprensa portuguesa e outros meios de comunicação digital que reflectem a surdez institucional que pretendemos combater.

"Incêndios: Falta de prevenção e incapacidade política preocupam especialista" (Fonte: Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em 18 de Março de 2014)

"Teria sido possível evitar uma tragédia tão grande? Especialistas acreditam que sim"  [sobre os incêndios de Pedrogão] (Fonte: Público de 18 de Junho de 2017)

“Estes incêndios vieram para ficar”, alerta especialista em fogos florestais" (Fonte: Jornal Económico de 29 de Junho deste ano)

"Especialistas consideram que o conhecimento científico e tecnológico sobre prevenção e combate a fogos florestais existe em Portugal, mas não está a chegar aos operacionais nem às populações por “opção política”." ( Fonte: Público de 4 de Julho deste ano)

"O Pinhal de Leiria está sujeito a que aconteça um cataclismo enorme por falta de limpeza e de tratamento, que poderá provocar um incêndio que irá destruir a maior parte do Pinhal de Leiria", avisa Gabriel Roldão, 81 anos, estudioso do Pinhal de Leiria há mais de quatro décadas." ( Fonte: Diário de Notícias de 4 de Agosto deste ano)

"Incêndios: Quercus alerta que 26% dos municípios não tem plano contra fogos" (Fonte: TSF em 20 de Agosto deste ano) 

"Dez propostas para Portugal não arder : Propostas de seis especialistas para atenuar o problema dos incêndios em Portugal, umas mais restritas e de custo limitado, outras que exigem alterações profundas ao modo como o país está organizado." (Fonte: Observador de 15 de Julho de 2017)

segunda-feira, 19 de junho de 2017

No previsível país dos eucaliptos

"A floresta portuguesa ocupa 3,2 milhões de hectares, o que corresponde a 35,4 por cento do território nacional (...). 84,2 por cento da área total é privada, dos quais 6,5 por cento são pertencentes a empresas industriais. As áreas públicas correspondem a 15,8 por cento do total." (Fonte: RTP) O eucalipto é rei na floresta portuguesa, não pelo seu contributo para o equilíbrio e biodiversidade (há pouca variabilidade de microrganismos presente nas plantações de eucalipto), mas pela rentabilidade a ele associada. Os ambientalistas consideram o eucalipto uma ameaça à biodiversidade e um factor de risco agravado para os incêndios de Verão, visto ser altamente inflamável. E têm razão.
O que nos sobra em eucaliptos, falta-nos em efectiva reforma florestal, em efectiva avaliação da Protecção Civil, em efectivos serviços florestais, em efectiva gestão do território focada na prevenção dos fogos, em operacionais especializados efectivos, em efectivo cumprimento do plano Nacional de Defesa da Floresta. Enquanto nos faltarem políticos e políticas públicas eficientes e responsáveis, resta-nos importar koalas, o animal que consegue comer e digerir as folhas de eucalipto. Mas nem com koalas lá vamos enquanto não tivermos uma sociedade civil efectivamente exigente e participativa - e este é o nosso maior défice.