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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Resende: Esse seguro de saúde é legal?

 
 
Um leitor enviou-nos o seguinte alerta:
"Uma nova maneira de esturrar dinheiro está a contagiar as autarquias portuguesas. Contratar seguros de saúde para os seus funcionários. A chatice é que não o podem fazer. É ilegal e o Tribunal de Contas já produziu jurisprudência sobre o assunto. Mas nada disso demove os nossos beneméritos autarcas. Atribuem um subsídio no mesmo valor e as associações dos trabalhadores nas respectivas autarquias firmam o contrato com a seguradora. Veja-se, por exemplo, o caso da autarquia de Resende. Mas há mais. É só pesquisar..."
E o Má espessa foi espreitar a  jurisprudência do Tribunal de Contas sobre a matéria para partilhar com os leitores alguns excertos (Acórdão N.º 8 /09 – 18.FEV -1ªS/PL):
"A celebração de contratos de seguro de saúde, visando diversificar o acesso dos trabalhadores a cuidados de saúde e assegurar-lhes uma comparticipação nas respectivas despesas, não integra quaisquer medidas activas de acompanhamento das condições de trabalho e da saúde. Não é, pois, minimamente adequada nem suficiente para cumprir as exigentes obrigações legais da Administração em matéria de higiene, segurança e saúde no trabalho, por não corresponder a nenhuma das formas descritas na lei para assegurar o cumprimento dessas obrigações legais e por não contemplar o acompanhamento e as actividades necessárias.
Essa contratação viola ainda o disposto no artigo 156.º da Lei n.º 53-A/2006, de 28 de Dezembro, de acordo com o qual cessaram “com efeitos a 1 de Janeiro de 2007, quaisquer financiamentos públicos de sistemas particulares de protecção social ou de cuidados de saúde."

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A Parque Expo é mesmo uma vergonha


Todo o contribuinte português deve estar farto desta empresa pública. O Má Despesa está e não há forma de se ver livre dela- sentimento que deve ser partilhado pelo governo, tendo em conta que em 2011 anunciou a sua extinção para Junho deste ano. Sim, Junho já passou e a Parque Expo permanece, pois os 250 milhões de euros da sua dívida impedem a extinção, nas palavras da ministra Assunção Cristas, segundo noticiava o jornal Expresso no início do Verão (edição online de 11 de Junho). Estamos perante uma empresa pública que podia ser assumida como um hino de má gestão - para quem tem dúvidas basta ler o livro Má Despesa Pública, no qual vai encontrar, entre outros aspectos, a referência aos privilégios dos seus administradores (e colaboradores). E como o dinheiro vai mas os vícios continuam, na passada sexta-feira esta empresa publicou o anúncio do concurso público (anúncio de procedimento n.º 6139/2013, D.R. n.º: 237 Série II para aquisição de seguros de saúde e de vida, no total de 104.910,00€. Parece (má) piada, não parece?

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O impacto - ou a falta dele- das decisões dos nossos ministros

                                                                                                           (@Público)

É só mais um caso em muitos. No dia 8 de Março foi publicada a Resolução do Conselho de Ministros (n.º 13-A/2013) sobre a decisão final do governo relativamente às famosas fundações. O governo decidiu extinguir algumas (poucas) fundações e a Fundação para a Computação Cientifica Nacional (FCCN) foi uma das escolhidas. Mas a decisão do governo parece ter tido um impacto nulo pois no mês seguinte a FCCN publicou, em Diário da República, a declaração de prorrogação de prazo de anúncio do concurso público para aquisição de seguros de saúde. É isso mesmo. Só não lhe conseguimos dizer quanto pretende a entidade gastar neste privilégio, pois essa informação não foi publicada.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Teme-se pela vida na Parque Expo




A Parque Expo - Gestão Urbana do Parque das Nações, S.A., não é conhecida por ser um bom exemplo de gestão pública. E todos sabem que a maior parte das regalias dos gestores (e outros) das empresas públicas não são publicadas. Contudo, o MDP sabe que a Parque Expo gastou, em menos de um ano, 242 mil euros (aqui e aqui) em seguros de vida. Mas parece que soube a pouco e lá foram mais 175 mil euros em seguros de saúde. 
Com tanto seguro, bem que podem beber o chá e o café que têm ao dispor. 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Seguros de saúde com coberturas mistas





Provavelmente nunca ouviu falar da Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação (FDTI), sob a tutela da Secretaria de Estado da Juventude e Desportos. 
No Verão do ano passado foi declarada a sua extinção e, uns meses antes de encerrar, a FDTI gastou cerca de 70 mil euros em seguros de saúde. Para quem?