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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Autarquias de família



Já todos sabemos que em Portugal julgamos por vezes viver numa monarquia quando olhamos para certas práticas gestionárias do Estado Português. As autarquias são um bom espelho disso e de um outro aspecto conexo que grassa na vida pública : a meritocracia não é a bitola da escolha. O programa Sexta às 9 da RTP (no link: http://www.rtp.pt/play/p1047/e141090/sexta-as-9-ii ) foi espreitar o espírito familiar de algumas autarquias portuguesas que ainda reina nos dias de hoje. Castro Daire, Vizela, Póvoa de Lanhoso, Tomar e Golegã - em todas elas existem recentes nomeações de familiares do presidente da câmara O presidente da câmara de Vizela nomeou o filho para chefe de gabinete, a presidente de Tomar chamou o marido, o presidente da Golegã escolheu o irmão e na Póvoa de Lanhoso coube a sorte à irmã do presidente que foi chamada para assessora do vereador da cultura. Mas é em Castro Daire que reside a melhor amostra : o reeleito presidente nomeou a filha para adjunta do seu gabinete de apoio no passado dia 3 deste mês, lugar ocupado no anterior mandato pelo genro. Sucede que a filha separou-se e o presidente lá decidiu proceder à devida substituição. E como a família impera, o sobrinho do presidente do município de Castro Daire também já lá esteve como adjunto.




sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Boletins informativos de Tomar custam 183 mil euros


A impressão do boletim informativo municipal de Tomar vai custar 183.600 euros nos próximos três anos, o que suscitou críticas por parte dos vereadores da oposição que consideram a despesa “injustificável” no actual momento de crise. (Fonte: O Mirante) Em Resende, por exemplo, conseguem fazer a festa mais barata. Mas, além da produção e impressão, as câmaras têm de distribuir os boletins. Só a Câmara de Oeiras precisa de 16 mil euros.
Já antes o Má Despesa Pública tinha alertado para a proliferação de
boletins autárquicos.