“Eu trabalho, não sou chulo do Estado, não sou senhor deputado, não ganho cinco mil euro para chular os portugueses. Eu quero ir para lá e dizer exactamente isto: ‘Vão mas é trabalhar”. Esta frase (demagógica) é de Gonçalo da Câmara Pereira, enquanto candidato à Assembleia da República na legislativas de 4 de Outubro. Apesar de não ter sido eleito, o Má Despesa não podia deixar de recordar a contradição do monárquico já que, enquanto deputado à Assembleia Municipal de Lisboa, não hesitou em contratar a sua própria filha para assessora. Tal façanha mereceu até um prémio Má Despesa Pública 2012.
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terça-feira, 27 de outubro de 2015
quarta-feira, 17 de julho de 2013
11 anos a pagar à ex-mulher do presidente da Câmara
O jornalista do Público José António Cerejo acaba de vencer o Prémio Gazeta 2012 na categoria Imprensa,
atribuído pelo Clube de Jornalistas. A distinção foi atribuída
pelo conjunto de artigos sobre a Tecnoforma, empresa de que Passos
Coelho foi consultor e administrador.
O Má Despesa aproveita para felicitar
o jornalista pelo seu trabalho, nomeadamente pelas investigações
associadas a casos de favorecimento e corrupção nas autarquias.
Encontra aqui o arquivo de artigos do Público, alguns são
verdadeiras pérolas sobre gestão autárquica. Só para despertar a
curiosidade, relembramos um artigo recente de José António Cerejo em que explica como a
Câmara da Covilhã apoiou durante 11 anos uma associação para
pagar a ex-mulher do presidente da autarquia. «Era para ser um apoio
temporário: a câmara cederia "meios humanos" a uma
associação de desenvolvimento local até que fosse assinada uma
convenção já aprovada no quadro do programa Leader II, financiado
pela União Europeia. Os meios humanos cedidos resumiram-se a uma
funcionária, que tinha sido casada como o então (e actual)
presidente da câmara, que era também (e continua a ser) presidente
da associação, e do qual tem uma filha. E o prazo, que era
"temporário", prolongou-se por 11 anos, até ao final de
2012.» O artigo está aqui.
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