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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A olímpica história das piscinas de Braga


O livro “Má Despesa Pública nas Autarquias” dedica duas páginas ao caso. Depois de gastos 8 milhões de euros, a autarquia de Braga decidiu suspender a construção de uma piscina olímpica na zona do Estádio Municipal. A obra, para chegar ao fim, implicaria um gasto de 25 milhões de euros. Surgiu até uma empresa que tinha planos que aí construir um parque de diversões aproveitando as infra-estruturas já construídas. O dito parque de diversões teria duas áreas: Bracara Augusta e Braga Capital. 
Agora, a autarquia decidiu ceder o espaço e o esqueleto da obra ao SC Braga por 40 anos. O clube vai transformar o que lá existe num pavilhão multiusos e numa zona residencial para atletas. Como contrapartida, o município poderá utilizar gratuitamente a nova infra-estrutura (apenas) duas vezes por ano. convém lembrar que recentemente a autarquia cedeu 12 hectares de terrenos junto ao mesmo estádio municipal para que o Sporting de Braga construa a sua academia. Mais uma vez, boas ligações política-futebol.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O buraco da dívida em Braga




O município de Braga tem uma dívida de 10 milhões de euros ao ano. “Não só por via do endividamento que contraiu para a construção do novo estádio, mas mais recentemente por via das parceiras público-privadas”, disse em entrevista ao Público o novo presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio. Por mês para as PPP vão 500 mil euros. Depois, há ainda processos em tribunal que podem fazer aumentar os custos da dívida “com o arquitecto do estádio municipal [Eduardo Souto Moura] e com o consórcio que o construiu, que invoca uma despesa adicional na ordem dos sete milhões de euros. Na construção do túnel da Avenida da Liberdade também há um processo pendente por trabalhos a mais na ordem de um milhão de euros”, acrescentou.
Já no livro “Má Despesa Pública nas Autarquias”, à venda em todo o país, relatamos vários problemas de má gestão em Braga: os oito milhões de euros que a Câmara gastou na construção de uma Piscina Olímpica, que não vai abrir; o estádio que custou 121 milhões de euros e que foi cedido ao Sporting Clube de Braga, por 30 anos e uma renda anual de 6 mil euros; o contrato com a AXA, que assume o naming do estádio, mas cuja receita vai para o clube e não para a autarquia; e a incrível PPP para a construção de relvados sintéticos que tinha já dívidas de 43,5 milhões de euros (2011).

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Um auditório a caminho de Esposende


Só o projecto para a construção de auditório junto à Casa da Juventude de Esposende vai custar 74.600 euros. Isto num concelho que, claro, já tinha um Auditório Municipal. Agora temos de esperar para ver por quanto vai ficar a conta final do projecto.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O país das piscinas



Parece que Elvas tem uma piscina pública desde 1963 e que terá sido a primeira do Alentejo. Agora a Câmara decidiu avançar com a construção de mais duas, nas freguesias rurais do concelho (Santa Eulália e Terrugem), o que representa um investimento de 600 mil euros (por piscina).
A freguesia de Santa Eulália tem 1.198 habitantes. Terrugem tem ligeiramente mais (1.251). Vamos é esperar que não se repita a história da piscina de Calhandriz (Vila Franca de Xira) e que não seja uma obra para meia dúzia de pessoas...

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Uma piscina para cinco pessoas



A piscina de Calhandriz (Vila Franca de Xira) foi construída há 10 anos. O equipamento foi pago pela Valorsul para compensar a população pelo funcionamento do Aterro Sanitário do Mato da Cruz e pelo trânsito diário de dezenas de camiões de lixo. Acontece que a freguesia tem apenas 800 habitantes e fica a seis quilómetros da cidade de Alverca. Custou 600 mil euros e tem em média cinco utentes por dia. A piscina foi projectada para funcionar o ano todo. Agora só abre no Verão. A Câmara pondera fechar agora o equipamento já que permitiria poupar cerca de 90 mil euros por ano. (Fonte: Público 22 de Julho de 2012)