- Em Coimbra existe um império de colégios privados (141
turmas), que recebem financiamento público de 12 milhões de euros. Há quatro
escolas públicas a meio da sua capacidade por causa destes colégios. Um deles
foi construído sem licença de construção!
- O grupo GPS detém o maior número de colégios privados do
país e é investigado por suspeitas de corrupção e enriquecimento ilícito.
- A Provedoria de Justiça já alertou para a falta de controlo
dos financiamentos públicos e já levantou dúvidas quanto à actuação da DREC
(Direcção Regional de Educação do Centro).
- António Robalo é presidente da Câmara de Sabugal e
presidente da cooperativa do Externato do Soito. O director do agrupamento das
escolas do Sabugal diz que quem está no público não deve ter essas funções no
privado, já que decide em causa própria. No externato do Soito há turmas em que os
alunos custam 7.083 euros por ano ao Estado. O valor médio devia ser de 4.011
euros.
- No concelho de Seia há crianças em escolas públicas sem professores
para alunos com necessidades educativas especiais. Ao lado existe um colégio
privado que recebe 1,2 milhões de euros, isto quando a escola pública conseguia
dar resposta.
- Há colégios privados que recebem apenas 10 por cento de
alunos em carência económica, quando o contrato com o Estado diz que essa
percentagem devia ser bem superior.
- Em Aveiro o Ministério da Educação não autoriza a abertura
de novas turmas na escola pública, mas continua a financiar as vizinhas escolas
privadas.
- Segundo a ex-ministra do PS Isabel Alçada, algumas destas
escolas privadas recebem dinheiro público para lucros e oferecer “privilégios”
como golfe, piscinas e equitação;
- Nas Caldas da Rainha, o grupo GPS tem dois colégios. Um
deles foi construído num terreno destinado para uma escola pública. A escola pública
não avançou mas o empreiteiro recebeu uma “choruda indemnização”. Como
contrapartida para a construção da colégio privado, devia ter sido erguido uma pavilhão
polidesportivo. Não avançou e a Câmara das Caldas nada faz para cumprir o
contrato.
- No governo de gestão, cinco dias antes das eleições de
2005, José Manuel Canavarro (Secretário de Estado) e José Almeida (Director Regional
de Educação) aprovaram o financiamento público de dois colégios das Caldas. Pouco
tempo depois passaram a trabalhar para o grupo GPS como consultores.