Já todos sabemos que em Portugal julgamos por vezes viver numa monarquia quando olhamos para certas práticas gestionárias do Estado Português. As autarquias são um bom espelho disso e de um outro aspecto conexo que grassa na vida pública : a meritocracia não é a bitola da escolha. O programa Sexta às 9 da RTP (no link: http://www.rtp.pt/play/p1047/e141090/sexta-as-9-ii ) foi espreitar o espírito familiar de algumas autarquias portuguesas que ainda reina nos dias de hoje. Castro Daire, Vizela, Póvoa de Lanhoso, Tomar e Golegã - em todas elas existem recentes nomeações de familiares do presidente da câmara O presidente da câmara de Vizela nomeou o filho para chefe de gabinete, a presidente de Tomar chamou o marido, o presidente da Golegã escolheu o irmão e na Póvoa de Lanhoso coube a sorte à irmã do presidente que foi chamada para assessora do vereador da cultura. Mas é em Castro Daire que reside a melhor amostra : o reeleito presidente nomeou a filha para adjunta do seu gabinete de apoio no passado dia 3 deste mês, lugar ocupado no anterior mandato pelo genro. Sucede que a filha separou-se e o presidente lá decidiu proceder à devida substituição. E como a família impera, o sobrinho do presidente do município de Castro Daire também já lá esteve como adjunto.
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Maria da Fonte às (re)voltas na tumba
E não é para menos. O município de Póvoa do Lanhoso, com 21.886 habitantes, precisou de um empréstimo de 2.469.209,63 €, no âmbito do Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), para pagar as dívidas a fornecedores vencidas há mais de 90 dias mas no mês passado lançou o concurso público para a obra de reconstrução, alteração e ampliação de dois edifícios destinados ao Centro Interpretativo Maria da Fonte, pelo preço (inicial) de 890.000,00 €. Se estivéssemos no Minho de 1846, o edifício dos Paços do Concelho corria o risco de ser visitado por mulheres armadas de sacholas, forcados e espeto lideradas por Maria da Fonte.
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