A 29 de Junho era assinado um ajuste directo da Câmara de Lisboa com a Miguel Marques Fernandes – Consulting para “serviços de consultoria de marketing e comunicação”. Dois dias depois a mesma consultora voltava a aparecer num ajuste directo, também para serviços de comunicação, mas desta vez para a Junta de Freguesia de Arroios, no mesmo município. A freguesia vai pagar 54 mil euros e a Câmara 42.500 euros. Como se não chegasse esta coincidência, este é o segundo contrato de Arroios com esta entidade. O primeiro era no valor de 64.800 euros, foi assinado em Janeiro de 2014 e seria válido por três anos, mas, curiosamente, no dia 30 de Junho foi revogado - ou seja, um dia depois da assinatura do segundo contrato. Antes disso, em Março, ocorreu um incremento no preço contratual do primeiro contrato, o que resultou no pagamento total de 60.387,60 € (+ IVA) por serviços prestados durante dois anos e meio.
Blogue sobre advocacy em transparência e eficiência da gestão pública. E-mail: madespesapublica@gmail.com
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quarta-feira, 5 de outubro de 2016
terça-feira, 24 de abril de 2012
Loulé precisa de ajuda
A Câmara
Municipal de Loulé tem um departamento para a área da Administração do Território, o qual compreende 6 divisões, mas, pelos vistos, os
seus técnicos superiores não têm mãos a medir com tanto trabalho.
É que a Câmara Municipal contratou uma equipa técnica para fazer
trabalhos que muitas outras câmaras realizam com os seus recursos
humanos (como é suposto). Resultado: 56 mil euros para a
reformulação do plano de urbanização de Boliqueime.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Para quê a emigração quando há a adjudicação (3): Consultora de luxo
Em 2011, a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género contratou por 6 meses e 15 dias uma consultora financeira por 74 mil euros! É
verdade que existe uma discrepância entre os salários de homens e
mulheres em Portugal, mas este não parece ser o caminho para
diminuir as desigualdades.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Um problema de recursos humanos no Alentejo
Em Portugal é normal as entidades públicas pagarem a empresas privadas para lhes dizerem o que devem fazer. Aparentemente, há um grande problema de recursos humanos. Veja-se este exemplo do Turismo do Alentejo. Pagou 70 mil euros para a realização de Estudos Prévios ao Desenvolvimento de Projectos da Turismo do Alentejo e 74 mil pelo Plano Operacional de Turismo do Alentejo.
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