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segunda-feira, 2 de março de 2015

MDP TV: Os milhões que Alberto João Jardim e outros deitaram para o lixo


O despesismo de Alberto João Jardim é uma história sem fim - à semelhança da dívida oculta da região que governou durante mais de 36 anos. Desta vez uma reportagem do programa da RTP "Sexta às 9" (aqui) mostra-nos alguns exemplos dos milhões de euros que o ex-governante praticamente deitou ao lixo, como os 400 milhões em obras suspensas e os 45 milhões em dez piscinas (o que resulta em mais de uma piscina por concelho) para as quais não há dinheiro para manutenção. Infelizmente, Jardim não foi o único a torrar dinheiro público indecentemente. O Má Despesa aconselha o leitor a sentar-se pois poderá também ver como se gastaram 153 milhões de euros nos trabalhos preparatórios de uma obra que nunca se concretizou, o troço do TGV Poceirão-Caia , projecto avaliado em 1300 milhões de euros e muito desejado por José Sócrates. E estando em causa projectos públicos sem viabilidade financeira também pode ver outros exemplos conhecidos dos nossos leitores, como o projecto do metro do Mondego e os parques de manobras - ambos mencionados nos livros Má Despesa Pública.



PS: O programa também mostra que vivemos num país que anda há 20 anos para tornar os edifícios públicos acessíveis aos cidadãos com mobilidade reduzida (cerca de 1 milhão de pessoas). Para este tipo de obras as entidades públicas alegam falta de recursos financeiros.  




terça-feira, 14 de agosto de 2012

O buraco Metro do Mondego no livro Má Despesa Pública



Os carris do ramal ferroviário da Lousã foram arrancados para dar lugar ao metro de superfície. Após mais de 100 milhões de euros, não se percebe qual o destino do projecto. A população afectada ficou sem comboio e continua sem metro.Em termos comparativos, a Metro do Porto, S.A. foi criada em 1993 e precisou de 10 anos para que o metro começasse a circular. Já o Metro Sul do Tejo demorou 13 anos para entrar em funcionamento, após o protocolo celebrado em 1995 entre o Governo e as autarquias de Almada, Seixal, Barreiro e Moita. O Metro do Mondego promete bater todos os recordes.” *


* Excerto do texto original "Metro do Mondego dava um filme" 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Obras à portuguesa (4): Cem milhões de euros depois não há Metro do Mondego


O Estado decidiu criar, em 1994, um sistema de metro ligeiro de superfície nos concelhos de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã sem qualquer sustentação que mostrasse a viabilidade técnica, económica e financeira do projecto, lê-se no relatório do Tribunal de Contas. O ramal de comboio da Lousã foi encerrado para ser reconvertido no Metro, O primeiro estudo de viabilidade foi aprovado três anos depois e referia que o investimento necessário seria de 122,8 milhões de euros. Em Janeiro de 2011, a previsão aponta para um custo superior a 455 milhões. Já foram investidos quase 104 milhões de euros no Metro do Mondego, 10 deles em estudos e projectos.
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, afirmou entretanto que o projecto do Metro do Mondego está suspenso e está a ser avaliada a extinção da sociedade que o gere.