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terça-feira, 21 de julho de 2015

António Costa, o que tem a dizer sobre isto?


A denúncia foi feita por Carlos Reis, na sua página de Facebook, a propósito da lista de candidatos dos distritos de Coimbra e de Santarém do PS. António Costa decidiu manter na lista de candidatos um deputado indiciado por crime de falsificação de documentos, que aparece acompanhado por três pessoas com relações familiares. Em Santarém surge um condenado em primeira instância por abuso de confiança e com um processo a decorrer na Ordem dos Advogados.
Comecemos por Coimbra, nas palavras de Carlos Reis: “É indicado para ser reconduzido um actual deputado indiciado pelo crime de falsificação continuada de documentos, e cujo pedido de levantamento de imunidade, já chegou inclusive ao Parlamento, devendo ser analisado em comissão. Aliás esse deputado deve o seu cargo apenas a uma coisa: martelar e falsificar eleições internas. Mas em Coimbra as coisas não se ficam por aqui: o cacique distrital, para além de se indicar a si próprio, também consegue ainda encaixar uma sua familiar, e ainda o seu próprio sogro! São 3 pessoas da mesma família, de uma só penada, todos candidatos a representar os eleitores no Parlamento da Nação”. O trio familiar é composto por Pedro Coimbra, presidente da distrital do PS, pela gestora Cristina de Jesus, de Cantanhede, familiar de Pedro Coimbra, e pelo ex-presidente da Câmara de Soure, João Gouveia, ex-militante do PSD e sogro de Pedro Coimbra. O tal deputado suspeito de falsificação de documentos é Rui Duartea história está aqui contada.
Vamos agora para a lista do PS em Santarém. O número dois da lista, António Gameiro, nas palavras de Carlos Reis, foi “condenado em 1ª instância por abuso de confiança (advogado, terá ficado com o dinheiro de um cliente), e com um inquérito disciplinar na Ordem dos Advogados, é este o homem que se propõe depois vir a legislar, se eleito, na área da Justiça, entre outras áreas! Como é que ele justifica a sua cara de pau? Apresentou recurso da sentença - uma justificação meramente processual”, refere.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Má Despesa na comunicação social


Há uma semana lançámos um desafio aos nossos seguidores. Depois de ser conhecido que o presidente do PS recebe 6 mil euros mensais (mais viagens) na qualidade de comentador do programa Três Pontos, da RTP Informação, criámos uma acção de activismo para pressionar Carlos César a devolver o dinheiro em causa. Até ao momento não obtivemos qualquer resposta por parte do PS. Por isso, se ainda não participou nesta acção, aqui fica o nosso desafio. Eduardo Cintra Torres, que revelou o valor dos contratos que alguns políticos mantêm com a RTP, retomou o tema na sua crónica semanal no Correio da Manhã: "Vários artigos na imprensa retomaram o tema; por causa do artigo, o parlamento questionou o presidente da RTP, que o esclareceu; abriu-se um debate público sobre o pagamento pelos media a políticos no activo; dezenas de pessoas questionaram o PS, por iniciativa do blogue Má Despesa Pública". Pode ler o texto completo do Correio da Manhã aqui.
Já o Jornal de Notícias, no dia 19 de Junho, fez manchete com a festa da fusão da REFER e da Estradas de Portugal. O jornalista esqueceu-se de referir que a informação foi revelada em primeira mão aqui no Má Despesa, no dia anterior. É mais um caso de amnésia a que os autores do Má Despesa estão habituados.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Como se gastam dez milhões de euros numa campanha eleitoral


Em Abril de 2011 o Má Despesa partilhou os dados do Tribunal Constitucional que indicavam os valores que os partidos pretendiam gastar nas eleições legislativas. No entanto, esses dados não corresponderam à verdade, no caso do PS e do PSD. O PS previa gastar 2,2 milhões de euros. Ultrapassou os quatro milhões. O PSD apresentou um orçamento de 1,99 milhões de euros, quando na verdade chegou aos 3,8 milhões de euros.
Este trabalho do jornal Público mostra os números que realmente foram gastos na última campanha eleitoral.
Alguns excertos retiradas do texto de Nuno Sá Lourenço:
  • Os cinco principais partidos gastaram 10.546.979 de euros nas últimas eleições legislativas de 5 de Junho de 2011.
  • O PS foi o partido que mais gastou, mas também o mais transparente e completo na lista que apresentou ao TC. Somado, resultou numa conta de 4.132.205 euros. Uma grande parte dos valores foi despendida em estadas, combustível, ou aluguer de autocarros. E em refeições, tanto para o pessoal da caravana eleitoral como para os comícios da campanha. No total, só nesta categoria, os socialistas gastaram 192.941 euros. Só no dia 25 de Maio, o jantar do comício no Funchal custou aos socialistas 10.580 euros.
    O aluguer de autocarros revelou-se outra fatia importante das despesas de uma campanha. Para se perceber a dimensão destes encargos, o PS gastou 12.875 euros em 23 autocarros para transportar apoiantes e militantes para o comício de Castelo Branco a 27 de Maio.
    A lista revela ainda outros dados curiosos. Em sondagens, entre 24 de Abril e 3 de Junho, pagou 200.242 euros. Os mapas revelam ainda outros gastos socialistas originais. Como foi o pagamento de 44.280 euros pela produção e distribuição de jogos de dominó pelo país.
  • O PSD foi quase tão mãos-largas quanto o PS. Gastou quase mais um milhão do que em 2009 para conseguir mais 27 lugares no Parlamento. Os 3.828.382 euros gastos pela equipa de Pedro Passos Coelho - quando havia orçamentado 1.990.000 para a campanha - surgem num mapa de apenas oito páginas. A lista de meios é bem mais opaca do que a dos restantes partidos, com as despesas catalogadas em designações genéricas. Os sociais-democratas arrumaram uma boa parte dos gastos na esquiva categoria "outros" 136 vezes na lista de meios. Foi assim que apresentaram os 102.213 euros pagos a uma agência de estudos de mercado. Também não se percebe bem para que serviram os 315 mil euros pagos a uma agência de comunicação - sondagens, preparação de campanha ou assessoria de imprensa - que foram identificados como custos administrativos. Ainda assim, percebe-se que do bolo total 104 mil euros foram investidos em "infomails". Ou que 115 mil euros serviram para pagar a "pessoal contratado". E outros 147.180 euros foram usados em "automóveis" e "autocarros" para a "caravana" e para levar apoiantes aos comícios.
  • CDS gastou menos 200 mil euros do que em 2009, mas conseguiu mais três mandatos. No entanto, os 796.714 euros gastos durante a campanha mostram que os centristas estão num outro campeonato que não permite grandes loucuras. As contas da campanha centrista mostram os gastos de forma detalhada. As despesas são apresentadas com valores, datas, e descrição que indica até as empresas contratatadas.
  • Apesar de ter cortado nos gastos de campanha face a 2009, a CDU conseguiu mais um deputado. Os 16 mandatos custaram aos comunistas e Verdes 924.887 euros. Contas igualmente detalhadas.
  • O BE gastou sensivelmente o mesmo que em 2009, mas perdeu metade da bancada que detinha. A lista de meios é um mapa arrumado que elenca os gastos por evento e respectivas categorias de despesa.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Contribuintes vão pagar a campanha para as legislativas


Quanto é que os partidos pretendem gastar na próxima campanha eleitoral para as legislativas? A resposta é dada pelo Tribunal Constitucional. Quem vai pagar praticamente a campanha toda vão ser os contribuintes.

PS: Prevê gastar 2,2 milhões de euros, dos quais 2 milhões de euros provenientes da subvenção estatal e 200 mil euros de contribuições do partido. A maior fatia do 'bolo' está reservada para comícios e espectáculos (896 mil euros).

PSD: 1,99 milhões de euros (1,8 milhões provenientes da subvenção estatal e 190 mil da angariação de fundos). 779 mil euros são para comícios e espectáculos.

CDU: 995 mil euros (920 mil euros da subvenção estatal, 45 mil euros de contribuição dos partidos (PCP e PEV) e 30 mil euros de angariação de fundos.

Bloco de Esquerda: 704 mil euros (686 mil dos quais prevê serem provenientes da subvenção estatal e 18 mil da angariação de fundos)

CDS-PP: 700 mil euros (700 mil euros de subvenção estatal)

PCTP/MRPP prevê gastar 80 mil euros, seguido do PDA -- Partido Democrático do Atlântico, com 40 mil euros, do MPT -- Partido da Terra, com 20 mil euros, e do MEP, com 10 mil euros. O PND apresentou um orçamento de 9.980 euros, o PAN prevê gastar nove mil euros, o Partido Humanista cinco mil, o Partido pro Vida dois mil euros, o POUS 1.950 euros e o PNR 1.700 euros. (Fonte: Lusa)