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segunda-feira, 2 de março de 2015

MDP TV: Os milhões que Alberto João Jardim e outros deitaram para o lixo


O despesismo de Alberto João Jardim é uma história sem fim - à semelhança da dívida oculta da região que governou durante mais de 36 anos. Desta vez uma reportagem do programa da RTP "Sexta às 9" (aqui) mostra-nos alguns exemplos dos milhões de euros que o ex-governante praticamente deitou ao lixo, como os 400 milhões em obras suspensas e os 45 milhões em dez piscinas (o que resulta em mais de uma piscina por concelho) para as quais não há dinheiro para manutenção. Infelizmente, Jardim não foi o único a torrar dinheiro público indecentemente. O Má Despesa aconselha o leitor a sentar-se pois poderá também ver como se gastaram 153 milhões de euros nos trabalhos preparatórios de uma obra que nunca se concretizou, o troço do TGV Poceirão-Caia , projecto avaliado em 1300 milhões de euros e muito desejado por José Sócrates. E estando em causa projectos públicos sem viabilidade financeira também pode ver outros exemplos conhecidos dos nossos leitores, como o projecto do metro do Mondego e os parques de manobras - ambos mencionados nos livros Má Despesa Pública.



PS: O programa também mostra que vivemos num país que anda há 20 anos para tornar os edifícios públicos acessíveis aos cidadãos com mobilidade reduzida (cerca de 1 milhão de pessoas). Para este tipo de obras as entidades públicas alegam falta de recursos financeiros.  




quarta-feira, 26 de março de 2014

Mobilidade dentro do Estado não funciona


Uma leitora do Má Despesa decidiu partilhar a sua situação profissional. Por questões pessoais urgentes, esta funcionária pública pretende trocar de posto na Região Autónoma da Madeira por outro no Continente. Para isso, colocou um pedido de mobilidade na página da Bolsa de Emprego Público (BEP). Além de não obter qualquer resposta, foi vendo serem criados vários concursos públicos no Continente para posições equivalentes à que exerce na Madeira. “O Estado continuar a gastar dinheiro e ocupar ingratamente recursos humanos com procedimentos concursais morosos, quando, se o site BEP fosse devidamente utilizado, poder-se-ia poupar a todos os níveis se se recorresse a pessoas que por si só se dispõem para mobilidade por intermédio de anúncio nesse mesmo site. Em vez de publicitações onerosas no Diário da República e jornais, gastos em cartas de aviso de provas, selecções e exclusões, anúncio de listas, actas e mais actas, todo o processo seria facilitado (e menos viciado) se as entidades consultassem previamente os interessados em mobilidade listados no site BEP, fazendo-lhes entrevista e posterior selecção. Não seria tão mais fácil?” A leitora apresentou, entretanto, esta questão à Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público.