A acreditar no
portal Base, desde 2011 que nenhuma entidade pública pagou a Joana
Vasconcelos por qualquer obra ou intervenção. Mesmo assim, entre
2009 e 2011 foram 404 mil euros para obras e serviços, com destaque
para a peça dedicada ao vinho e que foi paga pela autarquia de
Torres Vedras: 149 mil euros - ajuste directo, porque arte não vai a concurso.
Blogue sobre advocacy em transparência e eficiência da gestão pública. E-mail: madespesapublica@gmail.com
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sexta-feira, 15 de julho de 2016
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Penafiel já inaugurou a "Bicha Serpe"
O município de Penafiel não deve ter margem para viver desafogado, tanto que foi um dos concelhos que recorreu ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) há menos de dois anos. Contudo, um leitor chamou a atenção do Má Despesa para a recém inaugurada "Bicha Serpe", uma obra do artista José de Guimarães (foto). Segundo o semanário Verdadeiro Olhar, «(...) entre a concepção artística da peça, as obras de construção civil necessárias, o transporte e a instalação de mesma e os serviços de uma empresa de pirotecnia terão sido gastos cerca de 130 mil euros. Um investimento, defende o presidente da Câmara Municipal de Penafiel: "Acreditamos que vai atrair turistas e criar dinâmica no comércio tradicional. É importante, justifica-se e terá retorno». A obra tem dez metros de comprimento e quatro de altura e foi encomendada pelo anterior executivo.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
A Má Despesa Pública é uma arte
Na próxima
semana, a partir de terça-feira o Má Despesa Pública vai ocupar a Sala da Nação
– Embaixada de Terra Nenhuma, no âmbito da Trienal de Arquitectura de Lisboa. Cinco
criadores vão apresentar a sua visão sobre má gestão, a falta de transparência
do Estado e a apatia cívica e política dos cidadão perante a vida do Estado. A exposição vai estar patente de terça
a sábado, das 15h às 22h, e localiza-se na Rua de O Século, 79, no Bairro Alto,
no Palácio Pombal/Carpe Diem. A intervenção do Má Despesa Pública não fica por
aqui. Para sábado, 30 de Novembro, preparamos uma tarde especial de reflexão e
intervenção. Entretanto, conheça os artistas que aceitaram o nosso desafio:
Jorge Matos
Nasceu em 1978. Queria
ser, em rapaz, Professor de História. Mas isso é passado e agora trabalha na
Publicidade, onde começou há mais de dez anos. Trabalha marcas, escreve
ocasionalmente, ganhou uma menção honrosa na Experimenta Design em 2003, foi
vice-editor da secção Gróia na revista Vice Portugal e é um dos co-fundadores
do Guimarães noc noc, evento artístico que se realiza na cidade que o viu
crescer. Foi ao Japão para um intercâmbio com artistas. Desde aí, o sushi português
não lhe sabe da mesma forma.
Patrícia
Gameiro de Brito
Nasceu em
Setúbal em 1969. Estudou Direito, mas a perspectiva de passar os dias presa a
códigos e a cânones levou-a a abandonar o curso no último ano e a estudar
jornalismo. Apaixonada, desde sempre, por literatura, História e viagens, vai
coleccionando empregos que, de vez em quando, troca pela liberdade de partir
sozinha de mochila às costas. De jornalista de O Independente, a repórter
freelancer, de assessora cultural, a DJ nas horas vagas, é adepta do nomadismo
como filosofia de vida, o que pratica sempre que pode. É editora, desde 2009,
da UP, a revista de bordo da TAP
Rui de Abreu
Nasceu em Lisboa, em 1979. O seu passatempo
preferido em criança era desenhar casas, palácios e castelos, distribuindo
divisões por piratas, reis e demais personagens. Arquitecto desde o tempo em
que se escrevia com c, é também doutorando em Arquitectura e Urbanismo pela
Universidade Técnica, tendo desenvolvido projectos de arquitectura e
reabilitação. Deve à falência do Lehman Brothers a interrupção de uma carreira
profissional em Londres, pela evaporação de 90% da carteira de encomendas. Pelo
seu interesse por História, não perde uma oportunidade para fazer visitas
guiadas a exposições e monumentos nacionais.
Raquel Castro
Nasceu em Viseu, em 1976. Em 2003, co-produziu e co-realizou
uma série de documentários sobre a memória oral de comunidades portuguesas. Fez
uma tese de mestrado sobre Ecologia Acústica na Universidade Nova de Lisboa e
realizou, a propósito dessa investigação, o documentário Soundwalkers,
apresentado em Miami. De entre os seus filmes, destaque para O Bairro e Leve
Leve Non Caba Ué, vencedor do Ovarvídeo (2007). Realizou videoclips e
documentários e live visuals para concertos e teatro. É professora de Realização
na Universidade Lusíada de Lisboa e, no âmbito do seu doutoramento em Ciências
da Comunicação na Universidade Nova, está a investigar a Paisagem Sonora de
Lisboa.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Banco de Portugal paga por “intervenção artística”
O Banco de Portugal acaba de pagar 10 mil euros por uma obra de Fernanda Fragateiro. Numa altura em que o
país está sob ajuda externa, o Banco decidiu dar um contributos às
artes. Já agora, conheça o percurso de Fernanda Fragateiro aqui. A
Má Despesa no Banco de Portugal continua aqui.
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