O programa Sexta às 9, da RTP 1, do passado dia 16 de Outubro faz, mais uma vez, um bom retrato da (má) gestão das nossas instituições (no link: http://www.rtp.pt/play/p1758/sexta-as-9). Desta vez, a reportagem vai desde a triste história do último naufrágio na Figueira da Foz, onde terá morrido um pescador por falta de salvamento das autoridades marítimas, até às últimas nomeações feitas pelo governo para garantir uma boa vida aos seus protegidos. O Ministério Público abriu uma investigação, por crime de omissão de auxílio, para o caso da Figueira da Foz e o Má Despesa espera que aquele órgão de administração da Justiça também actue no caso das nomeações. Portugal tem mesmo de mudar.
Blogue sobre advocacy em transparência e eficiência da gestão pública. E-mail: madespesapublica@gmail.com
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quinta-feira, 22 de outubro de 2015
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Figueira da Foz: um jardim plantado de dívidas
Segundo o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2011 e 2012 da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC) (último anuário disponível), Figueira da Foz ocupava a 28.ª posição na lista dos municípios com o maior endividamento líquido - quase 50 milhões de euros (48.845,370 €) - sem contar com as dívidas das empresas municipais. O município da Figueira da Foz vive sufocado pelos empréstimos contraídos - só este ano vai pagar mais de 1,7 milhões de euros (1.767.127,44€ em juros) mas, ainda assim, decidiu "investir" mais de meio milhão de euros (518.692,98 €) só na remodelação do jardim junto ao mercado municipal.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Figueira da Foz: a dívida não pára o futebol (2)
Segundo o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2011 e 2012 da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC), Figueira da Foz ocupa a 28.ª posição na lista dos municípios com o maior endividamento líquido - quase 50 milhões de euros (48.845,370 €). Mas isso não interessa nada e há prioridades inadiáveis, No mês passado, a autarquia decidiu lançar o concurso público para relva sintética e construção de balneários do campo de treinos do estádio municipal José Bento Pessoa pelo valor inicial de 150 mil euros. E é assim todos os anos, em Novembro do ano passado a autarquia também decidiu investir em relva sintética para o mesmo estádio.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Figueira da Foz: a dívida não pára o futebol
Mais um pertinente alarme de um leitor do MDP:
"O Município da Figueira da Foz, à semelhança de muitos outros, mas porventura a uma escala particularmente grave, está financeiramente com a corda na garganta.
Em 2011, contraiu junto da banca, um empréstimo de 31 milhões de Euros ( leram bem…31 milhões…) para pagamento de dívidas a fornecedores, numa operação designada como “saneamento financeiro”.
No final de 2011, a sua dívida total ( todavia sem considerar as dívidas das suas empresas municipais) atingia um valor de 60 milhões de Euros. Este ano, já contraiu um novo empréstimo de mais um milhão de Euros.
A despesa do serviço da dívida em 2012 atinge um valor à roda de 7, 5 Milhões de Euros. A partir de 2014, o serviço da dívida deverá atingir um valor seguramente superior a 9,0 milhões de Euros por ano, quando tiver que começar a amortizar o referido empréstimo de 31 milhões. Para se ter uma ideia de quanto isto pesa ou pesará no Orçamento municipal, poderá dizer-se que, sem contar com eventuais fundos comunitários disponíveis, o Município da Figueira tem, e terá no futuro, capacidade para arrecadar uma receita anual total à roda de 32 a 33 milhões de Euros.
Como se pode verificar no documento anexo, a Câmara Municipal da Figueira da Foz decidiu agora espatifar cerca de 300 mil Euros para a imperiosa, indispensável, e urgentíssima obra de arrelvar o campo de treinos do Estádio Municipal, onde habitualmente apenas joga a equipa de futebol da Naval 1º de Maio, um clube de futebol da terra que está em situação financeira de iminente rotura, que tem tido vencimentos em atraso por mais de uma vez, e que se encontra na 2ª Liga, classificado em lugar muito próximo da designada “linha de água”, com risco de no próximo ano descer ainda mais para uma divisão inferior. Como esfarrapada desculpa, dir-se-á que a grande parte daquela verba provem de fundos comunitários. Pelos vistos não se consegue encontrar melhor aplicação para estes do que campos para jogar à bola, seja a nível local, regional ou nacional.
A criminosamente irresponsável decisão de espatifar muitas dezenas de milhões de Euros nos estádios de futebol, para o Euro 2004, não serviu de lição. A prática continua alegremente por esse País fora, como o exemplo que apresento bem demonstra. Depois venham queixar-se que a culpa do Estado Português estar falido é da Chanceler Merkel…"
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