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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

É de fazer chorar as pedras da calçada


Um leitor enviou-nos esta foto dizendo que "má despesa pública é gastar uma fortuna a fazer calçada portuguesa, mais ainda a propagandeá-la, e depois deixar que seja destruída como aqui se vê - as fotos foram tiradas recentemente no Largo Frei Heitor Pinto, em Lisboa. Repare-se como parece ser tudo legal, até porque foram feitas duas rampas para acesso dos carros àquele espaço..."
Deve ser por isto que em campanha António Costa anunciou que pretende limitar a calçada portuguesa  a zonas históricas, alegando que "a calçada portuguesa é uma das nossas marcas identitárias, mas temos de ver onde é que podemos colocar passeios para que as pessoas não tenham medo de tropeçar num buraco, de escorregar na rua, sem ter onde se agarrar" (fonte: Sol). O Má Despesa sugere que o município de Lisboa, através da famosa EMEL, impeça este tipo de situações antes de começar a arrancar pedra, privilegiando a conservação daquela que é uma forma de expressão da tradição portuguesa e uma imagem de marca deste país. Até lá, ficaremos atentos à  Escola de Calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa, tendo em conta que  "a arte de calcetar “ao quadrado”, o “desdobrar da pedra” e o “malhetar” são expressões que a Escola de Calceteiros recupera numa profissão genuinamente portuguesa e intimamente ligada ao nosso património cultural", nas palavras da autarquia.