Já todos sabemos que em Portugal julgamos por vezes viver numa monarquia quando olhamos para certas práticas gestionárias do Estado Português. As autarquias são um bom espelho disso e de um outro aspecto conexo que grassa na vida pública : a meritocracia não é a bitola da escolha. O programa Sexta às 9 da RTP (no link: http://www.rtp.pt/play/p1047/e141090/sexta-as-9-ii ) foi espreitar o espírito familiar de algumas autarquias portuguesas que ainda reina nos dias de hoje. Castro Daire, Vizela, Póvoa de Lanhoso, Tomar e Golegã - em todas elas existem recentes nomeações de familiares do presidente da câmara O presidente da câmara de Vizela nomeou o filho para chefe de gabinete, a presidente de Tomar chamou o marido, o presidente da Golegã escolheu o irmão e na Póvoa de Lanhoso coube a sorte à irmã do presidente que foi chamada para assessora do vereador da cultura. Mas é em Castro Daire que reside a melhor amostra : o reeleito presidente nomeou a filha para adjunta do seu gabinete de apoio no passado dia 3 deste mês, lugar ocupado no anterior mandato pelo genro. Sucede que a filha separou-se e o presidente lá decidiu proceder à devida substituição. E como a família impera, o sobrinho do presidente do município de Castro Daire também já lá esteve como adjunto.
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Rio Alviela imundo de incompetência
O rio Alviela nasce no concelho de Alcanena e a sua nascente "é uma das mais importantes do nosso país, chegando a debitar 17 mil litros por segundo, ou seja, 1,5 milhões de metros cúbicos de água por dia (pico de cheia). Desde 1880 até bem próximo da atualidade, a nascente do Alviela foi uma das principais fontes de abastecimento de água à cidade de Lisboa (através do Aqueduto do Alviela), e ainda hoje “abre portas” a um dos maiores reservatórios de água doce do país." A bacia do Alviela é partilhada pelos concelhos de Alcanena, Golegã, Porto de Mós, Santarém e Torres Novas. A poluição deste rio é um filme antigo e controverso. Em 2008, Moita Flores, na qualidade de edil de Santarém, apresentou o “Estudo de Recuperação do ecossistema do rio Alviela” para concluir que as principais fontes poluidoras do rio eram as industrias agro-pecuárias de Santarém e Alcanena e que tinham de recorrer ao QREN para financiar as obras necessárias à resolução do problema. No ano seguinte, em 2009, a Administração da Região Hidrográfica do Tejo (ARH Tejo),as autarquias da região, o INAG e os industriais dos curtumes assinaram um protocolo de colaboração e investimento para a salvaguarda do ecossistema fluvial do Alviela. Em 2010, o jornal O Ribatejo noticiava que o então presidente da ARH Tejo garantia que as restrições orçamentais impostas pelo PEC não afectariam o financiamento e que os fundos comunitários estavam "garantidos por decisão política do Ministério do Ambiente". Chegados a 2014 nada de relevante foi feito e ainda ontem ficámos a saber que houve mais uma descarga no Alviela , que desde Março de 2011 não são publicados relatórios sobre a execução do protocolo assinado em 2009 e que os fundos comunitários inicialmente previstos para despoluir o rio terão sido desviados para outros projectos (fonte: Público).
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