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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Vila Franca de Xira e o aluguer de toiros e novilhos ( sempre aos mesmos)



Em pleno século XXI consideramos incompreensível o simples facto de um município afectar recursos para uma actividade tão medieval como as touradas. Não obstante, esta semana ficámos a saber que a autarquia de Vila Franca de Xira aluga toiros a uma empresa que está registada com o objecto social de “administração de condomínios” e de “actividades de contabilidade e auditoria; consultoria fiscal" (Fonte: revista Sábado). Segundo a revista, está em causa um contrato no valor de "56.000 euros a serem repartidos pelos 3 eventos organizados pela câmara (a semana tauromáquica, o colete encarnado e feira anual de Outubro)." Na sequência desta notícia, um leitor enviou-nos os contratos de aluguer de toiros e novilhos para eventos no Concelho de Vila Franca de Xira, referentes aos anos 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018 (mencionado supra). Ora vejamos os ajustes directos em causa:
Curiosidades: Os contratos de 2014 e 2015 foram assinados com a empresa Tauroleve - Sociedade Tauromaquica Letra da Neta, Lda, e os de 2016 e 2017 com a empresa Colina Fresca Agro-Pecuária, Lda. Mudam os nomes das empresas escolhidas por ajuste directo mas o representante legal delas é sempre o mesmo: Ricardo Levezinho. Em 2018, a "sorte" coube à tal empresa de gestão de condomínios, Contaleve Lda , que tem como representante legal Augusto Levezinho, pai de Ricardo Levezinho, e o contrato deste ano não menciona um único concorrente/consulta a outra entidade. Outras touradas, portanto.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Os atrasos de Vila Franca de Xira


As obras de adaptação do Gabinete de Apoio à Parceria Local, no município de Vila Franca de Xira, custaram 26.889 euros. O problema é que a autarquia demorou quatro anos a publicar o contrato relativo a esta obra de 2012. O curioso é que se trata de uma empresa bem conhecida do município, ou nao somasse já 21 ajustes directos no Base.






sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Vila Franca de Xira e o “mono de 230 mil euros”



"Chega assim ao fim a história de um projecto que, admite o presidente da câmara [de Vila Franca de Xira], foi uma boa ideia e nada mais que isso." A notícia, de Março deste ano, é do jornal O Mirante e foi enviada por uma leitora do Má Despesa que alertou para mais um caso de má gestão municipal. Está em causa um equipamento, palco flutuante no rio Tejo, criado para acolher espetáculos culturais e que custou 230 mil euros. Inaugurado em 2011, apenas acolheu dois espectáculos, pois volvidos alguns meses sobre a inauguração foi alvo de furto tendo ficado sem motores- a partir daí ficou sem uso. Em 2015, o município diz que vai transformar a infraestrutura em dois cais de embarque de barcos na Castanheira do Ribatejo. Veremos.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Quanto custa alugar touros?


A resposta está no portal Base. Pelo aluguer de touros para as festas do Colete Encarnado e para a Feira Anual de Outubro, a Câmara de Vila Franca de Xira vai pagar 42 mil euros. Já no ano passado a autarquia tinha assinado um contrato semelhante. 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

O jantar da "festa brava" (Cc: Tribunal de Contas)



5.487,80 € (+ IVA) foi o preço do denominado "jantar das tertúlias" que a câmara municipal de Vila Franca de Xira ofereceu no âmbito da festa do Colete Encarnado deste ano. Esta é a tal festa conhecida pelas largadas de touros. Segundo o jornal O Mirante, durante as festividades "moradores e empresários ou não saem à rua ou arriscam a vida porque não há protecções ao longo dos passeios nas largadas que decorrem no horário de funcionamento dos serviços."

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A Educação do betão


Continua. A autarquia de Vila Franca de Xira lançou concurso público, no início do mês, para a empreitada de construção da nova escola básica do 1.º ciclo do Sobralinho (na foto), uma freguesia com pouco mais de 5 mil habitantes.  A obra vai custar (inicialmente) 1,9 milhões de euros. O Má Despesa nem consegue imaginar como seria se a crise não fizesse parte da vida do país.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Alô Correio da Manhã!



Em vésperas de Carnaval vamos falar de uma brincadeira do Correio da Manhã. Três meses depois de ter sido publicado no Base, o Má Despesa cruzou-se com as Tapeçarias de Portalegre compradas pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira no valor de 47.170 euros. A informação foi aqui publicada a 1 de Fevereiro. Dois dias depois o jornal faz uma notícia sobre o assunto mas esquece-se de informar quem o divulgou pela primeira vez. Nada de novo neste jornal. 


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Um luxo de tapeçarias

As Tapeçarias de Portalegre merecem toda a nossa admiração. A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira partilha a nossa opinião e acaba de adquirir duas Tapeçarias Murais Decorativas de Portalegre. Custaram 47.170 euros.

Nota: A imagem em destaque refere-se a uma Tapeçaria de Portalegre que pode ser vista no Museu da Presidência. Trata-se do mesmo Museu que continua a ter o falecido Banco Privado Português na lista de patrocinadores. O Má Despesa já escreveu à Presidência para saber quanto é que o BPP pagou à Presidência da República e qual a situação actual do acordo. Apesar de trabalharem 500 pessoas em Belém, ninguém se dignou responder. Dois anos depois, continua tudo igual.



sexta-feira, 27 de julho de 2012

Uma piscina para cinco pessoas



A piscina de Calhandriz (Vila Franca de Xira) foi construída há 10 anos. O equipamento foi pago pela Valorsul para compensar a população pelo funcionamento do Aterro Sanitário do Mato da Cruz e pelo trânsito diário de dezenas de camiões de lixo. Acontece que a freguesia tem apenas 800 habitantes e fica a seis quilómetros da cidade de Alverca. Custou 600 mil euros e tem em média cinco utentes por dia. A piscina foi projectada para funcionar o ano todo. Agora só abre no Verão. A Câmara pondera fechar agora o equipamento já que permitiria poupar cerca de 90 mil euros por ano. (Fonte: Público 22 de Julho de 2012)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Obras à portuguesa (5): O pavilhão desportivo que apenas serve para o baile anual


«O pavilhão desportivo de Cachoeiras, concelho de Vila Franca de Xira, inaugurado há quatro anos e meio, raramente é utilizado pela população. O equipamento custou meio milhão de euros, não tem as medidas regulamentares para a prática desportiva e o principal evento que se realiza no espaço é o baile anual do 25 de Abril, conforme confidencia o presidente da junta de freguesia, José Inácio Vale. A energia eléctrica ainda é fornecida ao pavilhão através do quadro provisório utilizado durante a sua construção.
José Inácio Vale diz que tem um funcionário destacado para o pavilhão para fazer as limpezas e vigiar o espaço. "É uma pena não ter mais actividades,", lamenta o presidente da freguesia onde habitam 772 pessoas. "Preferia que o dinheiro tivesse sido usado para requalificar as estradas da freguesia", realça o autarca em declarações a O MIRANTE.
No concelho de Vila Franca, com uma população de 136510 habitantes existem sete pavilhões desportivos municipais. O de Cachoeiras é o pior em termos de utilização, mas há outros que atendendo ao numero de habitantes ficam aquém do desejado. É o caso do pavilhão municipal de Alverca, inaugurado em Junho de 1990, custou perto de 600 mil euros, serve uma cidade de 28 mil habitantes mas no último ano foi utilizado cerca de mil horas. O equipamento custa anualmente em manutenção cerca de 30 mil euros. Outro pavilhão, com as mesmas condições no Forte da Casa, inaugurado em 1991, serve menos habitantes (10979), e esteve ocupado com actividades durante 6943 horas em 2010. É um dos pavilhões mais frequentados do concelho.
Actualmente, segundo a câmara municipal, trabalham dez pessoas nos pavilhões municipais.» Fonte: O Mirante