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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

As traduções fantasma da Madeira



Até a troika perdeu a paciência para a forma como as entidades públicas publicam os contratos e os ajustes directos no portal Base. Até apontou o dedo a entidades como a Caixa Geral de Depósitos e a Parpública que, simplesmente, ocultam todos os contratos que fazem.
Os casos de infracção são constantes. Há dois dias revelamos aqui que os Serviços Sociais da GNR demoraram mais de um ano a publicar um contrato relativo à compra de brinquedos de Natal. Hoje temos mais um exemplo. A Secretaria Regional da Cultura, Turismo e Transportes fez um ajuste directo de 57.750 euros pela tradução do site oficial do Turismo Madeira. Quem for ao portal Base pesquisar este ajuste directo, depara-se, na secção Documentos, com um “Contrato”. Experimente clicar nesse “Contrato”. É um documento Word em branco. Está assim desde Novembro de 2013.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Novas Oportunidades: De politólogo de Setúbal a tradutor do Inatel


Quando se pretende uma tradução profissional contrata-se um tradutor. Mas no mundo das instituições públicas a lógica não é a mesma. Um exemplo. Pedro Ruas, que diz ter a profissão de politólogo (licenciado em Ciência Política), é também presidente da Junta de Freguesia de Azinheira dos Barros e São Mamede do Sádão (Grândola) e presidente da Juventude Socialista de Setúbal. Foi chefe de gabinete da anterior Governadora Civil de Setúbal, Euridice Pereira. Integrou também a lista do PS à Assembleia da República pelo distrito de Setúbal nas últimas eleições. Era então Vieira da Silva cabeça de lista. Como não foi eleito, lá teve de se concentrar nos afazeres da junta e arranjar um part-time. Apesar de ser politólogo, Pedro Ruas conseguiu que o Inatel lhe adjudicasse um serviço de seis meses de serviços de tradução no valor de 5.850 euros. Há um pormenor essencial em todo esta história. Vítor Ramalho é presidente do Inatel e presidente do PS de Setúbal.
O Má Despesa, tal como os funcionários do Inatel que entraram na instituição por mérito, aguardam ansiosamente pelas traduções de Pedro Ruas. Até porque, como se pode comprovar pelo currículo de Pedro Ruas, será a primeira vez que é remunerado como tradutor.

Mais casos de Má Despesa no Inatel aqui

Apresente casos de Má Despesa através do e-mail madespesapublica@gmail.com

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Quase 100 mil euros para uma tradução que ninguém vê


A Temposource, uma mini-micro-empresa, constituída em Fevereiro de 2009, é uma empresa sortuda. É que em 7 de Julho desse ano é-lhe encomendada a tradução para inglês do Portal das Comunidades Portuguesas, no valor de 46.500 euros. Apenas dois meses mais tarde, em 30 de Setembro, é-lhe encomendada a tradução do conteúdo do Portal das Comunidades Portuguesas, desta feita não se sabe para que língua, mas sabe-se que também custou 46.500 euros. Ou seja, só em contratos públicos a Temposource, uma empresa unipessoal recém-formada, ganhou 93.000 euros em escassos meses.
Um pequeno pormenor: neste momento o Portal das Comunidades Portuguesas não tem opção para ser lido em inglês ou qualquer outra língua estrangeira. Mesmo assim o Má Despesa conseguiu encontrar cerca de 200 palavras em língua inglesa em todo o site, e daí a fazer esta conta foi um pequeno passo: 93.000 euros a dividir por 200 palavras = 465 euros por palavra traduzida.