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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ainda se lembra dos benefícios da administração da Expo 98?


O livro Má Despesa Pública dá bastante destaque aos erros de gestão da Expo 98. Mesmo assim, a administração tinha regalias muito simpáticas. Relembramos algumas, a propósito dos 15 anos da abertura da exposição. No livro encontra mais exemplo:
• Gratificação mensal: Os membros do Conselho de Administração tiveram direito a uma gratificação especial durante o período de realização da Exposição Mundial e até ao final de 1998. A gratificação mensal do presidente da empresa foi de 516 135 escudos (2574 euros);
• Gratificação por mérito: Nos anos de 1996 e 1997, foi atribuída uma gratificação por mérito aos administradores da Parque Expo’98, por cada ano, de valor equivalente a quatro meses de remuneração-base mensal;
• Cartões de crédito: Os membros da administração tinham direito a cartão de crédito para fazer face a despesas atinentes ao exercício das suas funções;
• Viaturas de serviço: Os administradores tinham direito a carro, adquirido por contrato de aluguer de longa duração, e podiam optar pela sua aquisição decorridos três anos e mediante o pagamento do respectivo valor residual;
• Prémios de fim de contrato: A Comissão Executiva do Conselho de Administração aprovou a atribuição de uma retribuição especial no final do contrato dos trabalhadores, a pagar na data de cessação ou
a 31 de Dezembro de 1998. Até o pessoal em regime de requisição, em comissão de serviço e em regime de prestação de serviços teve direito a esta retribuição especial. Estes prémios custaram(-nos) cerca de 2,7 milhões de contos (13,4 milhões de euros) e contemplaram 4100 trabalhadores.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A herança da Expo’98 no livro Má Despesa Pública



A Expo’98 recebeu cerca de 9,7 milhões de visitantes entre 22 de Maio e 30 de Setembro. Até poderíamos julgar tratar-se de um bom valor, não fosse o facto de corresponder a 62 por cento do número de visitantes previstos no estudo mais pessimista – ou seja, registaram-se menos 4,5 milhões de visitas.” *


* Excerto do texto original "Parque Expo 98: quem nasce torto..." 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Elefantes Brancos (4): Um monumento há 13 anos à espera de função


I
Edificado para a Expo’98, o edifício destinado ao pavilhão de Portugal deveria cumprir 3 funções no seu programa. Um espaço expositivo, um espaço de representação cerimonial e uma estrutura passível de desempenhar outras funções após o encerramento da exposição. Foram as linhas seguidas pelo autor, Siza Vieira, ao dividir o programa em dois espaços: um percurso expositivo interior e uma simbólica praça coberta, para os eventos oficiais. Ao terceiro uso a resposta traduziu-se na simplicidade geral do edifício, dos seus volumes à disposição interior, sem comprometer a sua imagem perante funções futuras.

II
Premiado pela sua arquitectura logo em 1998, classificado como Monumento de Interesse Público pelo IGESPAR em 2010, o edifício permanece hoje como destacado ponto turístico. A pala da praça coberta tornou-se um ex-líbris da nova cidade e as suas arcadas voltadas ao rio são usadas por turistas e transeuntes. O seu interior, desenhado por Souto de Moura, permanece contudo encerrado e sem uso desde 1998.
Os planos para a terceira fase contemplada no projecto foram já vários: Presidência do Conselho de Ministros, Museu de Arte Moderna, Agência Internacional para os Oceanos ou museu a designar, após a sua aquisição pela Câmara Municipal de Lisboa. Todos sem seguimento até hoje.

III
Não existem valores disponíveis para o custo da obra ou da sua manutenção desde 1998. Propriedade da Parque Expo, S.A, a sua avaliação em 2004 foi de 20 milhões de euros, aquando do estudo de compra do edifício pela CML, mas a dívida prévia de 140 milhões da Câmara Municipal de Lisboa à Parque Expo liquidou o negócio. Apenas exposições esporádicas têm utilizado o edifício. Notícias recentes referem já um novo projecto de utilização “cultural e multidisciplinar” integrado na oferta turística da zona.
Será talvez um futuro para uma caixa oca, em processo de degradação do seu interior, após 13 anos sem uso. Monumento simbólico do evento que acolheu, o pavilhão de Portugal é por enquanto apenas outro cenário para postais.

Fontes:
JN – Jornal de Noticias 17.05.2011, IGESPAR e IDP – Instituto da Democracia Portuguesa