Estremoz, concelho do distrito de Évora, tem pouco mais de 14 mil habitantes (14.318 em 2011) e a autarquia deve estar atolada de trabalho administrativo tendo em conta que no mês passado contratou uma empresa para prestação de serviços de apoio administrativo por quase 73 mil euros (72.980,10 € + IVA) durante quatro meses. No ano passado a autarquia alentejana recorreu à mesma empresa tendo pago quase 47 mil euros ( 46.959,34 € + IVA) pelos mesmos serviços durante três meses. E em 2013 o município de Estremoz precisou da mesma empresa para serviços de consultoria de gestão que custaram mais de 9 mil euros (9.260,33 € + IVA) e duraram 30 dias.
Blogue sobre advocacy em transparência e eficiência da gestão pública. E-mail: madespesapublica@gmail.com
Mostrar mensagens com a etiqueta outsourcing. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta outsourcing. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 12 de março de 2015
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
O Turismo do Centro precisava mesmo disto?
Todos os leitores do Má Despesa sabem que o outsourcing é um costume nacional das entidades públicas, as quais contratam serviços cuja concepção e execução são da sua inteira responsabilidade - isto num país que diz ter funcionários públicos a mais. Desta vez foi a Entidade Regional do Turismo do Centro de Portugal que contratou a prestação de serviços de rebranding e concepção de plano de comunicação. Estamos perante um ajuste directo de 72.900 euros (mais IVA) e um prazo de execução de cerca de 2 meses. O Má Despesa consultou o organigrama e, como expectável, confirmou que esta entidade até tem um "Núcleo de Marketing, Branding, Promoção e Informação Turística". O Má Despesa suspeita que por lá devem andar todos muito ocupados a digitalizar a respectiva informação sobre "contratação pública" - o espaço do site do Turismo do Centro destinado a esta matéria não tem conteúdos.
terça-feira, 13 de maio de 2014
Anda tudo muito ocupado na Águas Públicas do Alentejo
Só ontem é que a empresa AgdA - Águas Públicas do Alentejo, S.A. publicou os contratos de prestação de serviços celebrados a 1 de Janeiro deste ano (para "Técnico de Laboratório" por 16.835,28 €, e para "Operador Sistema dos Minutos" por 6.816,24 €, durante 1 ano e seis meses, respectivamente). Além de demorar mais de quatro meses a cumprir uma determinação expressa no Código dos Contratos Públicos (para que o contrato celebrado por ajuste directo possa ser executado é necessário publicar, no Portal BASE, uma ficha com a informação relevante acerca desse contrato, da qual depende a sua eficácia), ainda recorreu a uma empresa de trabalho temporário para o recrutamento dos técnicos. Curiosamente, e como se vê no organograma funcional da AgdA (foto), esta empresa pública é bem apetrechada (tendo um total de 138 trabalhadores, 7 dos quais na Administração), não lhe faltando uma Divisão Administrativa e Financeira, com a correspondente área de Recursos Humanos. O Má Despesa não compreende a postura da empresa face à lei e a (suposta) falta de meios para tão singela tarefa de recrutamento, mas bem sabe que a transparência e a eficiência continuam a parecer conceitos sobrenaturais para a generalidade das empresas públicas.
N.B: Não estão em causa os valores dos contratos celebrados.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Allô, Cabeceiras de Basto?
Cabeceiras de Basto foi uma boa opção para uma passagem de ano (aparentemente) grátis, visto que na passada noite de 31 houve baile com direito a bolo-rei, espumante, uvas e passas. A organização ficou a cargo da câmara municipal e da respectiva cooperativa - a Basto Vida que visa a prestação de "Serviços de Acção Social e Cuidados de Saúde", imagine-se.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
O que a DRAP-Algarve não poupa porque não faz
No mês passado, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (DRAP-Algarve) decidiu pagar 31.748,40€ por serviços de acompanhamento e análise das candidaturas e projectos no âmbito dos quadros comunitários de apoio.
O Má Despesa decidiu espreitar o mapa de pessoal da DRAP- Algarve para 2013, aprovado pela Ministra de Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, e constatou que esta entidade pública conta com 72 técnicos superiores, 2 coordenadores técnicos, 12 chefes de divisão e 4 directores de serviço, num universo de 204 funcionários. Ainda assim, foi necessário recorrer a serviços externos para a execução de uma tarefa recorrente e da suposta competência dos serviços desta entidade pública.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Funcionários públicos: despedimento vs. outsorcing
Como se sabe, um dos caminhos escolhidos por este governo para reduzir a despesa passa pelo despedimento de funcionários públicos. E segundo as metas acordadas com a troika, os despedimentos abrangerão cerca de 30 mil funcionários até 2014. Mas esta realidade parece passar ao lado das entidades que o próprio governo tutela.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
A paixão pública pelo outsourcing (1)
São quase 65 mil euros em serviços de cópia e impressão pagos pelo Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu, IP, a uma entidade externa.
O MDP conclui uma de duas: este instituto não tem impressoras nem papel (nem quer ter) ou tem falta de recursos humanos para o fazer. Quanto a este último aspecto, aconselhamos uma consulta à tutela, uma vez que o Governo português vai despedir funcionários públicos. Até porque no mês passado lá gastou mais de 20 mil euros num estudo sobre matéria da sua competência.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


