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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O CDS-PP orienta boas avenças, sabia?

Velas, S.Jorge, Açores
 

O Má Despesa recebeu o seguinte alerta de um leitor:
«Já viram este post (https://www.facebook.com/jfpato/posts/1196343297046594) do presidente da distrital do CDS/PP de Aveiro, Jorge Pato, a dizer que foi a hierarquia Nacional do CDS-PP quem escolheu a pessoa para reorganizar o departamento jurídico de uma Câmara CDS (Velas, Açores). Será possível?
"(...) A Dra. Lília Ana Águas pertence ao Conselho Nacional de Jurisdição do CDS/PP. Foi escolhida pela hierarquia nacional do CDS-PP para ajudar o município de Velas, nos Açores, a reorganizar o seu departamento jurídico. "
O ajuste directo em causa tem o valor de 24 mil euros (+IVA), vigora durante 12 meses, e a pessoa escolhida pelo partido ainda tem direito a ajudas de custo no valor de 24 mil euros (+ IVA), segundo a informação constante no respectivo contrato. O concelho de Velas, na ilha de S. Jorge, tem 5.398 habitantes (CENSOS 2011),
O leitor enviou também o contacto de Jorge Pato ( 914500413 e 924475346) para o caso de alguém querer mais esclarecimentos (ou avenças?), e o Má Despesa entendeu oportuno partilhar o contacto de Luís Silveira, presidente do município de Velas, para o mesmo efeito: lsilveira@cmvelas.pt.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Gespaços: Uma empresa municipal com lugar para todos




Uma novela na capital do móvel. Júlio Morais, presidente da Juventude Socialista (JS) de Paços de Ferreira, foi contratado pela Gespaços, empresa municipal para a gestão de equipamentos municipais. Este licenciado em Design, segundo relata o Verdadeiro Olhar, é agora responsável pela imagem dos eventos culturais do município. Recebe 1904 euros/mês.
Como relembra este jornal, “enquanto líder da oposição, o PS criticou a maioria das contratações do executivo social-democrata. Em campanha eleitoral e até nas Assembleias Municipais, os socialistas realçaram várias vezes as contratações de carácter partidário ou familiar de Pedro Pinto e dos seus vereadores. Já como presidente da Câmara Municipal, Humberto Brito salientou o fim das avenças que se tinham tornado uma prática comum na Capital do Móvel”. No entanto, parece haver uma excepção para o rapaz da jota.
A actual autarquia aproveitou este caso para divulgar os 4540 euros que a Câmara pagava ao ex-administrador da Gespaços Alberto Gomes. Segundo a autarquia, este administrador tinha uma adenda no contrato que se deixasse o cargo passava a director-executivo e, caso fosse despedido, receberia mais um ano de ordenados de indemnização. 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Vale a pena ser boy da Câmara Municipal de Lisboa


Lembram-se do caso do assessor da vereadora Graça Fonseca que ganhava “o salário de assessor a tempo inteiro ao mesmo tempo que recebe subsídios do IEFP”? A odisseia de Pedro Silva Gomes foi contada pelo jornal Público em 2010. Sem currículo profissional nem formação de nível superior, foi contratado, em Dezembro, como assessor técnico e político do gabinete da vereadora Graça Fonseca na Câmara de Lisboa (CML). Remuneração mensal: 3950 euros ilíquidos a recibo verde. Desde então, o assessor - que estava desempregado, fora funcionário do PS e candidato derrotado à Junta de Freguesia de Belém. Filho de um funcionário do PS que residiu até 2008 numa casa da CML com uma renda de 48 euros/mês, Pedro Silva Gomes frequentou o ensino secundário e entrou muito novo para os quadros do partido. Em 2006 foi colocado na Federação Distrital de Setúbal, onde se manteve até meados de 2008, ano em que foi reeleito coordenador do secretariado da secção de Santa Maria de Belém, em Lisboa. Entre os membros deste órgão conta-se a vereadora da Modernização Administrativa da CML, Graça Fonseca.
Logo em Dezembro, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) aprovou-lhe também um subsídio, não reembolsável, de 57.439 euros, para apoio ao investimento na Construway e para a criação de quatro postos de trabalho, incluindo o seu. Deste valor Pedro Gomes recebeu 26.724 euros ainda em Dezembro, sendo 4086 para investimento e 22.637 para os postos de trabalho. No dia 1 desse mesmo mês, porém, o jovem empresário celebrou dois contratos de prestação de serviços com a CML, para desempenhar funções de "assessoria técnica e política" no gabinete de Graça Fonseca”, escreveu o Público. Encontra mais pormenores sobre esta história aqui.
Os anos foram passando, a história do Público caiu no esquecimento e Pedro Silva Gomes lá continua na Câmara de Lisboa, onde vai receber 165.564 durante quatro anos, para desempenhar as mesmas funções. O contrato mais recente é do final do ano passado. Aliás, segundo o Base o assessor já conseguiu contratos ligados à vereação do PS de Lisboa no valor de 332 mil euros.