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quarta-feira, 3 de junho de 2015

A "casa dos horrores" de Castelo Branco

 
 
"Nas faldas da Serra da Gardunha, na região de Castelo Branco, destaca-se um sólido e enorme casarão de muitas portas e janelas cercado por uma imensa quinta, que se designa por São Fiel. Este estabelecimento serviu ao longo da sua história educativa de "Orfanato de Órfãos" (1852), acolhendo menores órfãos, sem família e desamparados, dando-lhes uma educação elementar, (...)." O colégio, outrora particular e administrado por jesuítas, passou para as mãos do Estado em 1919, funcionando como "reformatório central", segundo informação publicada pela junta de freguesia de Louriçal do Campo, na qual se encontra localizado o colégio de S. Fiel (foto).  Segundo a rádio Cova da Beira, o presidente da junta local chama-lhe "casa de horrores" para classificar o estado de abandono a que chegou o edifício de S. Fiel. O património está ao abandono mas  a autarquia de Castelo Branco quer é estudos e na semana passada encomendou a segunda fase do estudo sobre o colégio de S. Fiel por 13.800,00 € (+ IVA). A primeira parte do estudo, encomendada há cerca de um ano, custou 15.000,00 € 8+ IVA).

terça-feira, 24 de março de 2015

O (sempre) novo parque da cidade de Castelo Branco

@pumpkin.pt

O Má Despesa não consegue fazer um retrato porque a informação disponível é escassa mas algo se passa no parque da cidade de Castelo Branco. E é obra. A câmara municipal publicou um ajuste directo de 20 mil euros para reformular o projecto "O novo Parque da Cidade na Quinta do Chinco". O projecto inicial foi elaborado pela mesma empresa e custou 100 mil euros em 2012. O parque da cidade pertence a uma obra que sofreu recente intervenção no âmbito do programa Polis . Não se percebe. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

5 casos de má despesa pública nas autarquias


Este artigo publicado no Dinheiro Vivo resume o propósito do livro "Má Despesa Pública nas Autarquias" que acaba de chegar às livrarias. É uma viagem ao país real.
«Onde se gasta o dinheiro público? A leitura de Má Despesa Pública nas Autarquias, de Bárbara Rosa e Rui Oliveira Marques, dá uma ajuda a perceber. Os autores já tinham levantado a ponta do véu do despesismo público o ano passado com o livro Má Despesa Pública, mas agora focam-se na forma como as autarquias investem o dinheiro dos contribuintes. O resultado não é tranquilizador. "Encontramos exemplos caricatos e outros perigosos sobre a forma como as autarquias gastam o dinheiro", adianta Rui Oliveira Marques.
Com edição da Alethêia, e prefácio de Paulo Morais ("voz que tem denunciado situações de corrupção em Portugal e, no caso das autarquias, nos departamentos de urnbanismo onde se centram todos os interesses"), a obra não pretende dizer aos eleitores como votar nas futuras eleições autárquicas. Mas pode funcionar como uma ferramenta para um maior escrutínio sobre a forma como o dinheiro público está a ser usado naquela que pode ser a sua autarquia.
Os casos espelhados em cerca de 200 páginas - e com base em fontes oficiais como o Tribunal de Contas e o BASE - Portal dos Contratos Públicos - revelam "projetos megalómanos", alguns dos quais nunca chegaram a sair do papel (mas onde se gastou dinheiro), e que o fenómeno das Parcerias Público-Privadas (PPP) não é exclusivo do Governo central. Há para todos os gostos: até para construir campos de futebol com relva sintética.

1. Aeroportos regionais prontos para receber Airbus
Construir aeroportos regionais é uma ambição para algumas autarquias nacionais. Em Ponte de Sor, Covilhã e Castelo Branco o desejo levou ao projeto de receber, em alguns casos, aviões tipo Airbus A320 e Boeing 737 que podem transportar entre 120 a 180 passageiros. Para isso, a autarquia de Ponte de Sor já gastou cerca de oito milhões de euros.

2. Cidades do cinema que são um verdadeiro filme
Portimão, Barreiro e Cascais são três autarquias que sonhavam em ter uma cidade do cinema no seu território, mas na maioria dos casos o filme nunca passou da fase do argumento. Na autarquia algarvia (talvez o caso mais mediatizado) o projeto de uma cidade do cinema tinham como caras o ator Joaquim de Almeida, a vice-presidente da CBS Lyn Fero e o presidente da CM Portimão, Manuel da Luz. O projeto foi apresentado em 2009, prometido um investimento de 3 mil milhões de euros, a criação de sete mil postos de trabalho, 11 estúdios, dois deles já a funcionar em 2010. O projeto que teria um custo de 200 milhões de euros seria complementado com o Media Park. Custo? 550 millhões.
Até agora o mega empreendimento "liderado por uma holding internacional" resultou apenas na construção do Portimão Arena. O desenvolvimento do cluster de cinema de Portimão está agora nas mãos da empresa municipal Portimão Urbis. Gastos? "Quarenta e três mil euros em consultadoria, 65 mil euros para procurar/sócios para o cluster de cinema, 127 mil euros para consultadoria fiscal e 34 980 euros para criar um livro e uma brochura do Plano de Negócios e Estúdio de Cinema de Portimão".

3. PPP para todos os gostos
Não foi apenas o Governo central a aderir às Parcerias Público-Privadas. A euforia das PPP também entusiasmou autarquias como Oeiras e Campo Maior e serviu para construir desde escolas e centros de congressos a piscinas.
Por 81 milhões de euros, a Câmara de Oeiras queria construir um centro de congressos, um de formação profissional, duas escolas e dois centros geriátricos. Foram criadas duas empresas onde a Câmara tinha 49% do capital, a OeirasExpo SA (para o centro de congressos e o de formação) e Oeiras Primus SA (escolas e centros geriátricos), ficando o restante capital nas mãos de privados. Em 2009 iniciou-se a construção dos seis equipamentos abrangidos pelas duas PPP em terrenos municipais "sem que as sociedades tivessem previamente adquirido (a título oneroso) correspondentes direitos de superfície e obtido as adequadas licenças de construção", relata o Tribunal de Contas.
As obras derraparam e no início de 2012 as dívidas da OeirasExpo e da OeirasPrimus aos empreiteiros ascendiam a 30 milhões . Mais, em fevereiro "nenhuma das sociedades tinha pago os empréstimos de curto prazo antes contratados nem o valor dos direitos de superfície prometidos adquirir ao município em execução do acordado nas parcerias", continua o Tribunal de Contas.

4. Concertos que são tudo menos gratuitos
Em Lisboa, a Câmara promoveu dois concertos gratuitos com Sérgio Godinho e Mariza em junho e outubro do ano passado. Os espectáculos foram de acesso gratuito para o público, mas custaram aos cofres da Câmara 47 mil e 28 mil euros, respetivamente.
Já a Câmara de Almada gastou 24,5 mil euros no concerto das comemorações do 39º aniversário do 25 de abril, valor a que se junta mais 20,3 mil euros para o fogo de artifício e 10 mil euros para promover na TV a nível nacional a festa local.

5. E sai mais um Centro Cultural
A ilha de São Miguel arrisca-se a ser a região do mundo "com maior número de equipamentos culturais por metro quadrado", considera o Má Despesa Pública nas Autarquias. "Depois dos projectos dos museus de arte contemporânea, um da responsabilidade do governo regional e outro da Câmara de Ponta Delgada, o mesmo município vai gastar 400 mil euros para a construção do Centro Cultural de Fenais da Luz. Esta freguesia tem 1962 habitantes."», artigo publicado no Dinheiro Vivo.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Mais um arranjo urbanístico



As cidades portuguesas estão cada vez mais bonitas (e com cidadãos mais pobres). Agora é mais meio milhão de euros para a Requalificação Urbanística e Valorização Paisagística do Espaço Público do Centro Cívico Avenida Nuno Álvares Pereira, em Castelo Branco.

segunda-feira, 26 de março de 2012

O caso da Volta a Portugal em bicicleta


Os lisboetas não se esquecem que no último Natal não houve iluminações decentes por causa de crise, no entanto, talvez desconheçam que a Câmara teve 250 mil euros para gastar, em 2011, só para realizar a final da Volta a Portugal na capital.
E não é um caso isolado, pois num olhar mais atento constata-se que há mais municípios que gostam muito desta prova. Repare nos seguintes  exemplos:



sexta-feira, 10 de junho de 2011

Quanto custa o 10 de Junho?


Há sempre alguma dificuldade em saber como é gasto o dinheiro público. Tomemos como exemplo o 10 de Junho. Quanto foi gasto na cerimónia de 2001? E quanto está a ser gasto no dia de hoje? A despesa com as cerimónias aumentou, manteve-se ou desceu?
Uma pesquisa que o Má Despesa Pública fez detectou um gasto de 65.900 euros para alugar uma tenda para o 10 de Junho e o aluguer de projectores para o Parque da Cidade no valor de 16.760. Mesmo assim são valores muito distantes do valor real das comemorações.