Em Vila Nova de Poiares, a maior parte da população não tem saneamento básico, mas isso não impediu a autarquia de avançar com obras dignas de um país produtor de petróleo. Resultado, em média, cada um dos 7200 habitantes do concelho deve 2776 euros mas a Câmara só recolhe receitas de 890 euros por munícipe. Um buraco para as gerações futuras de Poiares, como destaca a Visão.Vamos então perceber quais as obras que levaram Poiares à falência. Os três centros educativos do concelho custaram 4,8 milhões de euros mas só têm 15 das 25 salas em utilização. A piscina municipal coberta, construída em leito de cheia e cuja cave, no Inverno, inunda, está fechada e o tanque principal rachou. Custou 1,78 milhões de euros. A "Alameda" de três hectares, onde se realizam eventos ao ar livre, fica às moscas nos restantes dias. Mesmo depois de gastos mais de dois milhões de euros. As terraplanagens na serra do Bidoeiro (125 mil euros), onde o anterior presidente pretendia construir um aeródromo, não serviu para nada. As quatro grandes salas do centro cultural têm neste momento uma exposição de um pintor francês, Noel Fignier, que vive no concelho, e ocupa apenas o hall de entrada. A biblioteca custou quase 700 mil euros. A autarquia pagou a instalação de uma cruz na Aldeia Nova no valor de meio milhão de euros. No estádio municipal já foi investido mais de um milhão de euros – mas nem assim a obra ficou concluída.
É também em Vila Nova de Poiares que se localiza aquela que é, provavelmente, a rotunda mais cara do país. O Jardim da Raça Poiarense (que é uma rotunda) custou 1,78 milhões de euros (na foto).
